Projetos de Pesquisa

Adriel Simões de Mendonça

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

OS SHOPPINGS NA CONFIGURAÇÃO DAS CIDADES: O PAPEL DO BRASIL PARK SHOPPING NO ESPAÇO INTRAURBANO DE ANÁPOLIS-GO

Resumo: 
Os shopping centers são grandes equipamentos comerciais e de serviços, cuja produção, no espaço urbano, contempla, em geral, interesses fundiários e imobiliários relativos aos grandes empreendimentos, gerando impactos na estruturação do espaço urbano, o que varia segundo o porte do shopping center e da cidade o mesmo está inserido. Assim, por movimentarem muitos consumidores e frequentadores, mercadorias e capitais expressam centralidades, em alguns casos, de alcance regional. Esses equipamentos podem ser definidos como um conjunto de lojas de comércios e serviços em um grande espaço, controlados por um único dono que definem as regras que devem ser seguidas pelos lojistas. A implantação dos shoppings nas cidades causa grandes mudanças na morfologia urbana e na estruturação do espaço e do entorno imediato de onde ele está inserido. Além de ocasionar alterações no perfil social e econômico da cidade e impacto no sistema de circulação, também prejudica a identidade das áreas do seu entorno. A relação desses
empreendimentos com o espaço urbano, se dá em diferentes escalas, a partir do desenvolvimento do seu entorno com novas implantações e adequações no mais diversos aspectos estruturais da cidade, com novas tipologias de comércio, mudanças em aspectos de mobilidade, novas dinâmicas de deslocamento com novos fluxos de pedestres e carros, além de fluxos de mercadorias. Sendo assim, o objetivo principal dessa pesquisa é Investigar o papel do Shoppings Centers nas cidades, do ponto de vista dos impactos urbanos, mostrando as principais mudanças provocadas nos espaços urbanos nas cidades brasileiras, através da implantação desses equipamentos urbanos e as transformações da estrutura morfológica da cidade, os impactos causados em seu entorno imediato, bem como as modificações do espaço arquitetônico e urbano, e as novas dinâmicas de fluxos de veículos, pedestres e mercadorias, buscando resultados que permitem uma discussão e possíveis estratégias e diretrizes para a melhoria da implantação desses equipamentos. Para entender como os shoppings se comportam nas cidades e os seus impactos no espaço intraurbano, a metodologia a ser adotada para essa pesquisa terá como base a criação de uma massa crítica bibliográfica a respeito do tema; pesquisa de campo  (quantitativa), com entrevista com os autores (usuários, lojistas, empreendedores e  administradores); pesquisa qualitativa; estudo(s) de caso(s): por meio de projetos do mesmo tipo que o objeto de estudo, de modo a contribuir para compreensão das  informações já levantadas; produção de diagramas, mapas, tabelas, entre outros. Assim, será possível fazer análises de como o espaço intraurbano se transformou com a implantação do Brasil Park Shopping em Anápolis, e suas respectivas mudanças nos aspectos da morfologia urbana, com a locação de novos comércios e serviços de grandes fluxos no entorno do shopping, as mudanças no sistema viário, com a implantação de dois novos viadutos, por exemplo e na paisagem urbana do entorno; no aspecto dos fluxos, com as novas dinâmicas dos fluxos de pedestres, carros e mercadorias, além dos fluxos regionais, que são pessoas que usufruem do shopping, mas moram em cidades ou distritos do entorno de Anápolis; e no aspecto da tipologia do shopping em si, com a análise arquitetônica do edifício, o uso dos espaços público e privado do próprio shopping e os seus fluxos internos, tanto de pedestre, quanto de mercadorias
 

Ágabo Carvalho Silva

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

LABORATÓRIO DE FABRICAÇÃO DIGITAL COMO DIFUSOR DE RECURSOS TECNOLÓGICOS EM PROCESSOS CONTEMPORÂNEOS DE PROJETO: Contributos para o ensino

Resumo: 
Nos últimos anos, tem sido crescente o uso de tecnologias digitais na prática da arquitetura por meio dos laboratórios de fabricação digital, e que historicamente foi base de catalisação em transformações dos métodos de concepção e produção do espaço construído. No entanto, o que antes tinha seu uso aplicado à modelos de representação e comunicação, hoje, tem se concentrado em uma renovação sistêmica no que se refere aos processos de projeto arquitetônico e de fabricação de componentes construtivos, por meio dos softwares de modelagem paramétrica e equipamentos de prototipagem rápida. Um levantamento feito em 2015 por Spearling et. al. com o objetivo de mapear essas estruturas na América do Sul, apontou que dentre as linhas de atuação dos laboratórios levantados, no Brasil, 22 possuem ações voltadas para a área de Arquitetura, sendo a maioria implantados em Instituições de ensino superior. Essa situação, tem constituído uma difusão de recursos tecnológicos para a implantação de novos métodos de concepção, nos levando a refletir sobre de que modo então, essa realidade tem influenciado e/ou contribuído, tanto no que diz respeito ao ensino, quanto nos desdobramentos para a produção do espaço enquanto forma/matéria? Desse modo, e visando delimitar um recorte adequado do objeto de análise, elegeu-se para estudo o IAU-USP de São Carlos, que atualmente integra o laboratório como ateliê da disciplina de projeto 3, e o IAU-USP de São Paulo, que em 2011 inaugurou uma estrutura similar situado no laboratório de modelos e ensaios da unidade. O referencial consultado expõe que a inovação ocorrida pelos adventos digitais, até então implantadas no ensino de forma isolada ou como base mercadológica focada na atuação profissional, tem ocorrido principalmente na exploração de geometrias complexas e na melhor compreensão daquilo que se propõe, permitindo simulações de desempenho e evitando que a construção seja a última etapa de verificação possível.  Essas possibilidades engendram desafios para arquitetos e alunos frente à arquitetura, além de fomentar e  incentivar o surgimento e a estruturação desses espaços em nossas escolas. Com o objetivo principal de investigar as práticas de projeto arquitetônico, influenciadas pela implantação dos laboratórios de fabricação digital na dinâmica do ensino, traçaremos um  paralelo entre os objetos de análise desta pesquisa (IAU USP - SP e IAU USP – São Carlos), comparando o modo como tal situação acontece em ambas e colaborando com o debate teórico e prático da inserção dessas tecnologias como ferramentas metodológicas de apoio nas escolas de arquitetura. A metodologia será dividida em duas fases. A primeira, consiste em uma exploração bibliográfica, com o levantamento de livros, teses e dissertações dos principais autores no que diz respeito a informática aplicada à arquitetura (STRAUSS; CORBIN, 1998 apud PUPO 2009), e a segunda em um estudo de caso utilizando o método de imersão (GIL, 2002) durante aulas de projeto com o auxílio dos laboratórios de fabricação digital. Desse modo, também será possível observar, por meio de resultados formais de projetos desenvolvidos pelos alunos em pesquisa de campo, os aspectos abordados nos objetivos dessa pesquisa. 
 

Beatriz Alves Goulart Rocha

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Cláudia dos Reis e Cunha

Título:

GESTÃO PATRIMONIAL E A SOCIEDADE CIVIL: PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO ENTRE A COMUNIDADE DE PATROCÍNIO PAULISTA E O GOVERNO LOCAL - COM REFERÊNCIA NA FERRAMENTA DE INVENTÁRIO PARTICIPATIVO.

Resumo: 
O patrimônio arquitetônico - de pequenas e novas cidades - muitas vezes não é reconhecido, dada sua não “excepcionalidade”, por não representar de forma geral a nacionalidade, se restringindo ao seu grupo local, e por isso, em muitos casos não é atendido pelas políticas de preservação de escalas nacional e estadual. A responsabilidade da preservação recai sobre os municípios, muitas vezes despreparados para esta tarefa, por conta da falta de técnicos e estrutura burocrática capaz de implementar políticas de salvaguarda. Relacionado a isso, a partir das investigações feitas em pesquisas anteriores, tomando como objeto de estudo a cidade de Patrocínio Paulista, de pequeno porte, localizada no interior do Estado de São Paulo, e que possui características bastante comuns em relação às cidades pequenas do Sudeste, foi possível constatar a maneira como seu patrimônio encontra-se desvalorizado e carente de medidas preservacionistas. Nota-se que a detenção da memória, principalmente nesses casos como o da cidade estudada, tratando-se dos interesses e relações afetivas, possui um funcionamento mais efetivo quando guardada pela comunidade, mesmo que involuntariamente, e que precisa ser estimulada. Observa-se a partir de então, a necessidade de estudar formas de proteção e gestão patrimonial, visando compreender a comunidade como principal agente no seu espaço, na sua memória e história. Pretendese então, usar recursos de Educação Patrimonial, principalmente com relação aos estudos desenvolvidos na atualidade, como o Inventário Participativo, uma ferramenta recente, elaborada e difundida através da publicação pelo próprio IPHAN do Manual de Aplicação do Inventário Participativo, de 2016, um material livre, disponível no Portal do IPHAN e não necessita de autorização para ser aplicado. O Inventário Participativo é um desdobramento direto do Inventário pedagógico (2013) e indireto do Inventário Nacional de Referências Culturais (2000), baseia-se na noção de referência cultural, conceito que vem sendo discutido desde a década de 1970. Dessa forma, para os casos em que os objetos não necessitam ser intrinsecamente valiosos, apresentando monumentalidade ou “excepcionalidade”, mas tenham significância para grupos sociais e sejam particularmente expressivos, como uma representação coletiva deles, acreditase na sua valiosa colaboração para cidades de pequeno porte, com características de dificuldade de gestão, mas que necessitam da preservação de sua origem e história, representadas também pela tipologia de suas edificações, a forma que se organizam no
território e relacionam-se com a paisagem. A proposta desse trabalho é então, analisar uma possibilidade de gestão do patrimônio da cidade de Patrocínio Paulista através da iniciativa tomada pela comunidade, tendo como instrumento de referência o Inventário
Participativo, para o reconhecimento de seu patrimônio e compreensão das expectativas da comunidade em relação a ele, para então, estimular as outras etapas do processo de gestão, atreladas ao governo local. A partir disso, com uma visão atenta ao patrimônio
arquitetônico, urbano e paisagístico, propor um instrumento de preservação que seja coerente com o contexto dessa pequena cidade, e torná-lo mais efetivo para uma possível aplicação.
 

Beatriz Sayuri Campaner Sakazaki

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Luiz Carlos de Laurentiz

Título:

UMA ANÁLISE DA CIDADE DE UBERLÂNDIA PELA ÓTICA DE DELEUZE E GUATTARI: Granja Marileusa e Elisson Prietro

Resumo:
Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo exploratório bibliográfico e in loco, cujo tema é a análise do víes filosófico de Deleuze e Guattari como forma interpretativa contemporânea da cidade de Uberlândia por meio de duas realidades a do bairro Granja Marileusa e da antiga ocupação e, novo bairro, Elisson Prietro. O estudo aborda a composição do espaço urbano valendo-se das perspectivas de diferentes autores, tais como Pesavento, Rolnik, Pallasmaa, Eihaji; e que, em linhas gerais, possuem visões convergentes acerca do objeto, os quais margeiam o discurso deleuze-guattariano. O andamento da pesquisa transita pelas questões individuais e coletivas, do material e imaterial, do público e do privado, da relação do tempo e espaço, da memória e inovação, dentre outros combates que são postos em pauta para compreensão dos fenômenos urbanos contemporâneos. Deriva-se também sobre o papel do arquiteto e urbanista na contemporaneidade e um levantamento sobre a interferência do profissional no cenário urbano, o qual as relações coletivas são estabelecidas em conjunto com os conflitos e disputas das relações de poderes e interesses. Assim, surge-se a necessidade do estabelecimento de mudanças na forma que a sociedade se estrutura, tais quais estão presentes e dialogam com a filosofia  deleuze-guattariana em Mil Platôs (1980) e cria-se vínculos mais íntimos com a sustentabilidade na publicação Caosmose (1992) e em As três ecologias (1989), ambos assinados por Guattari. A metodologia acontece em ênfase na leitura de Mil Platôs do: volume 1 (platô 1, 2 e 3), volume 3 (platô 9), volume 4 (platô 10 e 11) e volume 5 (platô 12). Também, serão trabalhados, quando necessários, O que é filosofia? (1991), e O anti-édipo (1972). Serão lidos textos de demais autores que tiveram contato com esta filosofia, como: Kunichi Uno, Christine Greiner, Foucault, dentre outros artigos que complementem o tema. É necessário aprofundar sobre o contexto ao qual será inserida esta dinâmica estudada, a cidade de Uberlândia. Iniciar-se-á com a contextualização da cidade  geograficamente, a qual carrega o título de cidade média - grande  centro regional, para, assim, adentrar, de fato, no objeto de pesquisa. O estudo é estruturado na bipolaridade de conceitos e discursos que circundam a realidade uberlandense. Fragmenta-se, num primeiro discurso, de caráter publicitário, uma cidade próspera e desenvolvida, a qual é, antes, moderna, hoje, técnica-científica-informacional; em oposição à outra realidade, a das bordas, a que não foi planejada por uma ordem reguladora, a espontânea e  improvisada, periférica, esquecida e ignorada no primeiro discurso. Para melhor percepção do tema, optou-se pela escolha de dois polos: a Granja Marileusa e o Elisson Prietro. Desenvolver pesquisas sobre o âmbito filosófico de e no urbanismo é uma
necessidade contemporânea devido às descaracterizações das identidades individuais e coletivas provindas de uma sociedade globalizada e em rede. Fazer análises urbanísticas com os conceitos deleuze-guattarianos é procurar compreender as cidades rumo a novas interpretações mais apropriadas e características no que compreende como elas se conectam, integram e desenvolvem as identidades características e específicas que contextualizam numa ótica do local sem perder a conexão global.
 

Eduardo Cardoso de Araújo

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza

Título:

Plano Diretor de Arborização Urbana: elaboração de diretrizes e instrumentos para aplicabilidade na cidade de Patos de Minas

Resumo:
A arborização urbana tem um papel fundamental no processo de um planejamento sustentável. Deve ser considerada, assim como outros equipamentos, de forma integrada na paisagem, estando presente em áreas verdes e nos espaços livres das cidades. É um elemento capaz de proporcionar diversificados benefícios como equilíbrio ambiental, controle da poluição do ar e melhoria do microclima urbano, possuindo ainda relações com a cidade de forma estética, cultural, lazer, sociabilidade e de historicidade. Sua aplicação requer um planejamento que possa contribuir com uma série de medidas para sua correta utilização e êxito no meio urbano. O presente estudo teve como objetivo traçar um diagnóstico da arborização existente em uma cidade média do estado de Minas Gerais, em Patos de Minas, para lançar as bases das diretrizes de um plano diretor de arborização urbana. A coleta de dados através de informações bibliográficas e dos órgãos públicos ligados ao meio ambiente possibilitou aprofundar os estudos sobre o tema. Visitas de campo e leituras urbanas das vias públicas foram primordiais para relacionar os dados pesquisados e consequentemente, elaborar os instrumentos e diretrizes do PDAU (Plano Diretor de Arborização Urbana). Os resultados obtidos com a pesquisa ofereceram informações que podem auxiliar, junto ao poder público, condições de monitorar, atualizar e planejar a arborização no espaço urbano da cidade de Patos de Minas, que é muito dinâmica.
 

Fernanda Vilela Martins Parreira

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

A Flexibilidade como atributo da Resiliência em Habitação de Interesse Social: Avaliação e Análise

Resumo:
Em um cenário marcado pela tentativa de suprir o déficit habitacional no Brasil, várias unidades habitacionais de interesse social foram construídas e entregues desde 2009. Nessa produção em grande escala, a qualidade dos projetos e da construção foram reduzidos, onde aspectos mínimos de habitabilidade, funcionalidade e privacidade não são atendidos. Demonstrando uma baixa capacidade de resposta aos impactos e demandas que uma moradia sofre ao longo dos anos, aumentando portanto a vulnerabilidade social, física e ambiental dessas unidades habitacionais. Diante desse cenário de escassez, é fundamental a capacidade de resiliência do ambiente construído, visto que a definição adotada para este termo é a capacidade de resistir, absorver e transformar aos diversos impactos ao longo do tempo. A resiliência está intimamente ligada aos conceitos de sustentabilidade, vulnerabilidade e capacidade adaptativa, o que faz ser um aspecto fundamental para melhorar a qualidade dos conjuntos habitacionais. Entende-se que flexibilidade é a capacidade de escolher como será o uso de um determinado espaço, antes e durante o uso, bem como engloba a capacidade de adaptabilidade, multifuncionalidade, variabilidade e conversibilidade de um espaço. Além de ser um atributo de qualidade espacial, é uma resposta a diminuição da vida útil do edifício, as mudanças do núcleo e da dinâmica familiar, além de implicar em questões financeiras e sustentáveis. A partir deste conceito se faz o seguinte questionamento, será que a ausência de flexibilidade leva a uma baixa resiliência? A flexibilidade constitui um dos atributos facilitadores para conferir resiliência, pois é um fator que promove superação de questões socioeconômicas, ambientais e físicas que uma moradia necessita ao longo do tempo. Esse trabalho tem como base o estudo da resiliência do ambiente construído em habitações de interesse social, com enfoque para a flexibilidade das unidades habitacionais. O objetivo principal desse trabalho é avaliar e analisar o atributo da flexibilidade no contexto da habitação social, como
meio de conferir resiliência ao ambiente construído. Será realizado uma avaliação comparativa entre dois empreendimentos de habitação de interesse social localizados na cidade de Uberlândia, com tipologias variadas para a análise e identificação do objetivo. O método a ser utilizado nos dois empreendimentos é de Avaliação de desempenho e de pós-ocupação por meio da utilização de ferramentas digitais. A metodologia adotada no trabalho será (i) Pesquisa Bibliográfica, onde ocorrerá uma revisão Bibliográfica acerca do tema flexibilidade e resiliência no ambiente construído; (ii) Pesquisa Referencial, levantamento por meio dos resultados de outras análises semelhantes, coleta de dados e definição de métodos de avaliação quanto a flexibilidade e resiliência; (iii) Pesquisa Conceitual-abstrata,  apresentação do conceito e teorias pretendidos por base das outras duas pesquisa; (iv) Pesquisa Empírica, estudo observacional e comparativo dos dois conjuntos habitacionais por meio das Avaliações selecionadas. Como resultado a esse estudo
pretende-se fornecer informações projetuais para promover moradias mais flexíveis e resilientes aos agentes envolvidos na produção de habitação social no Brasil. A pesquisa é inovadora por tratar de um tema consagrado como a flexibilidade em habitação a partir de uma nova ótica, a resiliência do ambiente construído, pouco discutida no cenário nacional.
 

Fernando Kennedy Braga Oliveira

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Luís Eduardo dos Santos Borda

Título:

Arquitetura enquanto signo: espaço e luz nos espaços sagrados de Oscar Niemeyer

Resumo:
Embora as teorizações sobre a conceituação da arquitetura sejam tantas e tão extensas quanto as abordagens que vão de Vitruvio aos estudos contemporâneos, somente no século XX estabeleceu-se um debate do qual se fundamenta a hipótese de que o espaço arquitetônico possa ser visto enquanto objeto semiótico. Toda e qualquer obra arquitetônica pode servir de objeto de pesquisa e estudo semiótico na medida em que a posição lógica dos elementos analisados, bem como sua classificação indicial, icônica e/ou simbólica (PEIRCE, 1977), depende do lugar no qual o pesquisador se posiciona para lançar olhares associativos (ECO, 1932) sobre a forma de produção do espaço. A arquitetura, dessa maneira, pode ser tanto símbolo - convenção social arbitrária (NESBITT, 2013) - quanto signo. Tudo é signo. A infindável multiplicação signica contemporânea (SANTAELLA, 2005), embora implique na abertura do campo de discussão semiótica, deixa como proposta de debate a problemática da significação e do sentido em certas áreas específicas, como na arquitetura. Assim, partindo de uma estrutura de análise semiótica, pretende-se lançar um olhar sobre os espaços sagrados produzidos por Oscar Niemeyer, observando-os enquanto signo. O instrumental teórico e metodológico parte da utilização da tríade ícone-índice-símbolo, proposta por Charles Sanders Peirce (1839 - 1914). Na abordagem icônica, a intenção é analisar o relacionamento das formas de Niemeyer com repertórios formais utilizados em igrejas, templos, e capelas de outros períodos (Classicismo, Barroco, Renascimento, etc). Ainda, outra intenção de leitura implicará na análise da semelhança formal das igrejas de Niemeyer com elementos naturais (gestos humanos, objetos e a natureza). Posteriormente, pretende-se entender a organização do espaço religioso enquanto vestígio da presença (índice). Isso implica pensar a distribuição dos assentos das Igrejas de Niemeyer, por exemplo, enquanto vestígio da interação entre os fieis, ou mesmo enquanto expressão da interação entre os sacerdotes e os devotos. Como a questão da interação entre os corpos relaciona-se com os estudos do antropólogo Edward Hall sobre o assunto (Proxêmica), espera-se que a sua abordagem também venha auxiliar o entendimento, enquanto signo, tanto da organização espacial quanto da interação que promove. (HALL, 1989). Ainda, pretende-se entender a relação edifício-cidade partindo da hipótese de que o estudo da proeminência histórica, e suas diversas estratégias, das igrejas no espaço urbano (ARGAN, 2004) possa contribuir na sua leitura enquanto símbolo. Por conseguinte, recorre-se ao caráter simbólico histórico da luz enquanto signo do sagrado (PIGNATARI, 2004) para uma análise de sua possível utilização por Niemeyer. Os estudos que fundamentam a delimitação discursiva do debate sobre a significação e o sentido dos espaços sagrados de O. Niemeyer serão, portanto, aqueles relacionados à fenomenologia, à teoria semiótica e à construção do sentido na arquitetura, a saber: os trabalhos de Bruno Zevi, C. Peirce, Lucia Santaella, Teixeira Coelho, Umberto Eco, dentre outros. Ademais, ressaltando-se a interdisciplinaridade da produção do espaço sagrado, recorreremos também a abordagens sobre a espiritualidade enquanto conceito. Através de tal análise, esperamos destacar a importância da teoria semiótica como uma ferramenta de leitura do projeto e de entendimento da construção do sentido do espaço na arquitetura. 

 

Francisco Barroso Filho

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

Os fatores determinantes do acesso dos ciclistas aos espaços de comércio e serviço em Uberlândia

Resumo:
A estruturação do espaço intra-urbano e determinada pelo deslocamento do ser humano, enquanto portador da mercadoria força de trabalho ou enquanto consumidor. Nessa estrutura a bicicleta integra a intensidade das relações entre o social e o espacial. Portanto, qual é forma específica da articulação espacial que determina as condições de acesso dos ciclistas ao comércio da cidade, que requer o direito à circulação determinada por um sistema viário que prioriza o automóvel? As possibilidade de deslocamentos do ciclista para o comércio estão associadas às necessidades de cada camada social a que pertence e dependem da organização espacial numa determinado ponto do território, que requer a disponibilidade de infraestrutura. “A acessibilidade é a mais vital na produção de
localizações do que a disponibilidade de infraestrutura” (VILAÇA, 2001, p. 23). Partindo do conceito de estrutura territorial acesso, localização e estrutura urbana e suas relações dinâmicas, o projeto tem como objetivo analisar os movimentos comuns a todas as formas de relações espaciais entre a bicicleta e comércio de Uberlândia, buscando detectar os movimentos dos ciclistas nos seus deslocamentos para o comércio, identificando a acessibilidade ao prédios comerciais, as relações sociais com os comerciantes, as facilidades oferecidas ou não, a estrutura urbana as vias onde estão localizadas as lojas; relacionar estes movimentos no espaço urbano. Os objetivos específicos são Identificar os destinos e motivos dos ciclistas; relacionar as tipologias de uso da bicicleta ao comércio; espacializar as relações da bicicleta com o comércio; e quantificar a variedade de tipos de negócios e locais de acesso. A metodolologia diversos instrumentos de pesquisa, entre eles a Modelagem de Demanda da Viagens dos Ciclistas e pesquisa Muticritério
com o método AHP - Processo de hierarquia analítica, desenvolvido pelo professor Thomas Saaty, Pesquisas Qualitativa e Quantitativa através de questionários, aplicativos utilizando plataforma do Google Maps: apis de direcionamento, geolocalização, etc. Serão realizadas analises espaciais com aplicativos de SIG: GEODA, ARCGis, GlobalMapper, eCognition Developer 9.01 x64; Banco de Dados: Sql, Geodabase, Webmaps, Tableau.
 

Fúlvia Maria Mendes

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

MOBILIDADE URBANA E DINÂMICA TERRITORIAL: Impactos oriundos da implantação do sistema BRT em Uberaba-MG.

Resumo:
A cidade de Uberaba-MG, localizada no Triângulo Mineiro, foi o primeiro município brasileiro com menos de 500.000 habitantes a implantar o sistema BRT, de acordo com Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU). O BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Tansit consiste no delineamento de faixas exclusivas para ônibus em linhas de maior densidade, de forma a se ter ganhos em escala e em velocidade no transporte público. Tem sido utilizado com sucesso em diversas cidades, destacando-se Medelin na Colômbia. A adoção desse sistema pode contribuir para a melhoria do transporte público, favorecendo os usuários que conseguem maior rapidez em seus deslocamentos e o meio ambiente urbano. Apesar dos benefícios, no entanto, trata-se de um veículo a combustão e que faz uso de uma estrutura viária robusta. Destaca-se entre seus aspectos negativos a secção do tecido urbano e reordenamento de fluxos por sua canaleta, as alterações no uso do solo e as interferências em uma dinâmica já estabelecida. A partir dessas ponderações, a presente proposta fundamenta-se no estudo das alterações no espaço e nas dinâmicas urbanas ocorridas após a implantação do BRT na cidade de Uberaba. A pesquisa almeja rastrear as transformações relevantes na principal via arterial e região central da cidade, até o recente sistema do BRT-Vetor implantado. A execução da primeira fase, corresponde à Av. Leopoldino de Oliveira, foi iniciada em 2014, sendo finalizada em Janeiro/ 2015, ocasionando a queda de 6% dos usuários de transporte público conforme informado pela PMU e na queda de vendas e fechamento de lojas na região comercial. Devido à problematização assinalada, este estudo possui como objetivo, analisar os impactos da implantação do BRT na região central de Uberaba. Para tal, considera-se um recorte em 5 categorias de análise: a) Alterações nos estabelecimentos de Comércio e Serviços; b) Condições de Mobilidade Peatonal; c) Alterações nos usos do solo; d) Ampliação da emissão de CO² pelo redesenho do sistema viário (alças de acesso e lentidão nos fluxos de automóveis) e; e) Alterações na paisagem urbana. A metodologia de pesquisa a ser realizada parte de métodos de análise qualiquantitativos. A proposta metodológica envolve pesquisa bibliográfica para  embasamento teórico conceitual; Coleta de material histórico e documental junto aos órgãos públicos e entidades; Ferramentas de Avaliação Pós-Ocupação como elaboração de Mapas comportamentais e aplicação de questionários estruturados estruturadas com usuários do transporte coletivo, comerciantes, usuários de automóvel e  pedestres e elaboração de Mapas de descobertas e; Pesquisa de campo para contagem de fluxos e análises qualitativas. Após a coleta de dados será feita a sistematização e análise do material que apoiarão a redação final da dissertação.
 

Gabriel Victor Martins de Campos

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Adriano Tomitão Canas

Título:

LAZER E O DIREITO À CIDADE: a ludi(cidade) no espaço urbano de Belo Horizonte

Resumo:
Podemos dizer que a urbanização é uma das formas como o capital financeiro se renova. A industrialização teve um importante papel na urbanização e crescimento das cidades, porém a cidade abriga, atualmente, uma diversidade muito maior de atividades econômicas. O advento do capitalismo financeiro propiciou o surgimento de novos tipos de mercados, como o do lazer, o do turismo, o imobiliário, por exemplo. O lazer aparece como uma atividade com práticas que se renovam conforme contexto sócio-espacial. Na sociedade urbana ocidental este fenômeno está, a meu ver, totalmente atrelado à dicotomia ‘trabalho X tempo livre’. A indústria do lazer é, assim, responsável por receber investimentos públicos e privados - por vezes, mais privado que público -, sem cuidado de incluir, em seu planejamento e gestão, ações que visem torná-lo socialmente justo e ambientalmente correto. Na contramão desse lazer massificado, observamos iniciativas que visam dar um caráter mais humano e democrático à essa prática. Nesse sentido, destacam-se três movimentos que acontecem ou nasceram no Hipercentro de Belo Horizonte - a Praia da Estação, o Duelo de MCs e o Carnaval de rua - mais especificamente nos arredores da Praça da Estação. Dessa forma, o objetivo desta dissertação é refletir sobre as ações de cunho lúdico nos espaços públicos a partir da perspectiva do lazer enquanto manifestação política pelo direito à cidade, tendo como base as atividades desenvolvidas no Hipercentro de Belo Horizonte. Dessa forma, a pesquisa caracterizar-se-á como qualitativa, quanto sua abordagem; quanto aos objetivos trata-se de uma pesquisa exploratória; e os procedimentos incluem pesquisa bibliográfica, documental e de campo, sendo que o último será em forma de pesquisa-participante. Reforço aqui o esforço em realizar uma pesquisa que considere também as subjetividades dos sujeitos envolvidos - incluindo do próprio pesquisador. Esta dissertação estruturar-se-á, portanto, em textos ensaísticos sobre os diversos temas que envolvem: lazer e o direito à cidade. A opção por tal formato nos coloca na posição de uma tentativa de quebra do paradigma do método científico positivista, proveniente das ciências naturais.

Gabriela Santos Seabra

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Giovanna Teixeira Damis Vital

Título:

MOBILIDADE E URBANIDADE: ANÁLISE DE VIA ESTRUTURAL EM CIDADE MÉDIA

Resumo:
A presente pesquisa trata a relação entre mobilidade urbana e o rompimento dos elos sociais nas cidades médias como problema fundamental na promoção de vitalidade urbana. Experiências capazes de incitar e promover a presença do outro no espaço público são cada vez menos frequentes no traçado urbano que prioriza a mobilidade do veículo particular. Visto que a malha de transporte define a forma da cidade e que seus caminhos e conexões são estabelecidos por um planejamento que visa atender mudanças no padrão de comportamento do homem moderno que condiciona seu bem estar ao ágil deslocamento do carro próprio, vários são os problemas encontrados como a poluição sonora e do ar pela queima do combustível e barulho dos carros, a escala do pedestre é abandonada por caminhos pouco viáveis em uma malha urbana fragmentada e uma paisagem frágil incapacitada de promover experiências diversificadas incitando o uso dos espaços públicos como lazer e socialização. É adotada como objeto de estudo para esta pesquisa a Avenida Estrutural Segismundo Pereira localizada na cidade de Uberlândia- MG onde tal escolha deve-se a condição de baixa qualidade de urbanidade nos Bairros que compõe sua extensão. O estudo faz uma leitura crítica ao modelo funcionalista de cidades modernas que tem suas relações sociais enfraquecidas com a ascensão da sociedade do hipertexto pautadas pelas ideias de Jane Jacobs (1961) e Alexander Mitscherlich (1971) onde o espaço público deve ser pensado para as reais necessidades humanas em todas as etapas da vida. Outro referencial de grande influencia para a pesquisa é a escala do pedestre abordada por Jan Gehl (2011) em Cidades para Pessoas. Ao aprofundar a análise do eixo estrutural se destacam os valores visuais e da imagem da cidade, onde Gordon Cullen (2009) explora o impacto das emoções ao usuário e Kevin Lynch (1982) define a escala pontual como elemento fundamental para a leitura urbana. A leitura da avenida é composta pela análise de três dimensões: o desenho, examinando a morfologia urbana dos bairros e as conexões com a cidade através da avenida, investigação dos núcleos atrativos de atividades e a lógica social considerando o conceito de urbanidade. Para compreender a relação entre urbanidade e mobilidade urbana será contemplado o estudo dos layers apresentados por Vital (2012), em Projeto Sustentável para a Cidade: o caso de Uberlândia, onde através do eixo urbano é identificada a estrutura que sustenta a dinâmica urbana da cidade de Uberlândia. Para identificar os índices de vitalidade urbana em cidades brasileiras se destaca os estudos de Frederico Holanda (2002;2003) na Universidade de Brasília UNB evidenciando a lógica social na morfologia urbana.   Tais teorias fundamentam a conexão entre mobilidade e vitalidade urbana no qual a partir da análise das três dimensões espera-se ao final da pesquisa indicar a construção de um panorama de leitura da paisagem em que os valores sociais façam parte ideológica do ambiente urbano em todas as escalas. 

 

Geovana Blayer Ribeiro de Assis

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Viviane dos Guimarães Alvim Nunes

Título:

MAVIS: Modelo de identificação das dimensões econômica, social e ambiental em casos de inovação social de acordo com os 17 objetivos da ONU

Resumo:
O atual cenário dos contextos não industrializados, marcado pelo crescimento urbano desordenado e, muitas vezes, por problemas como desigualdade social, saúde e educação públicas precárias, insegurança, dentre outros, reforça a busca por novas soluções. No entanto, soluções que visem melhorias a grupos específicos ainda são um desafio, especialmente onde o Estado é ineficiente para atender às demandas das, e garantir oportunidades às, minorias sociais. Diante disso, é fundamental a sociedade assumir uma postura pró-ativa e responsável, contribuindo com iniciativas colaborativas que favoreçam um diálogo entre comunidades, instituições privadas, órgãos públicos e empresas sociais. Tais ações podem auxiliar na promoção de soluções mais coletivas, sustentáveis e  conomicamente viáveis para cenários contemporâneos complexos. A inovação social surge, assim, como estratégia de ação, onde interesses individuais e coletivos são atendidos em prol da melhor qualidade de vida e maior bemestar dos indivíduos, para além das questões econômicas. Este tipo de inovação estabelece ainda relações sociais, entre grupos de indivíduos, denominado por Manzini (2008) por Comunidades Criativas, onde há uma troca contínua de ideias e conhecimentos acerca da solução para um problema.
A inovação social pode ser vista como um processo de mudanças, em que “novos e complexos modelos organizacionais desafiam os modelos tradicionais e predominantes” (Manzini, 2017, p.27). Entende-se, assim, que tal processo contribui com os 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela ONU1. Tais objetivos, visam responder, até o ano de 2030, a problemas como: erradicação da pobreza, educação de qualidade, redução das desigualdades, entre outros. A partir disso, a inovação social é um estudo relevante, dada a necessidade de se repensar novos modos de vida para contextos de exclusão social. Além disso, a inovação social ainda é um tema amplo, tendo a necessidade de estudos que auxiliem pesquisadores e alunos de design em uma maior identificação de casos promissores. Partindo destes princípios, a pesquisa é orientada ao Design para a Inovação Social Sustentável, tendo como referência os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Associa ainda o tema do empreendedorismo social, entendendo-o como
agente transformador em melhorias para ambientes urbanos não industrializados. Em vista da dificuldade de reconhecer experiências de inovação social, esta pesquisa objetiva identificar as dimensões econômica, social e ambiental da Sustentabilidade em casos de inovação social, tendo como recorte os objetivos do desenvolvimento sustentável. Para isso, o estudo propõe um modelo de identificação de casos de inovação, de modo a entender sua efetiva contribuição para à Sustentabilidade. Ainda, pretende-se com o estudo difundir a Inovação Social nos cursos de Design, com a inserção do modelo, que facilitará não só a compreensão de um caso, mas também a proposição de novos modelos sustentáveis. A pesquisa utiliza-se de metodologia qualitativa e, possível, quantitativa, de
natureza exploratória, envolvendo etapas como: revisão de literatura, elaboração de  critérios de identificação de casos promissores, estudos de casos com aplicação de questionários e a proposição do modelo MAVIS. Assim, os resultados esperados, baseiamse em estudos nos campos da inovação social e do empreendedorismo social.
 

Geovanna Moreira de Araújo

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

RESILIÊNCIA E BEM-ESTAR NO AMBIENTE CONSTRUÍDO EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: AVALIAÇÃO E ANÁLISE

Resumo: 
Os principais desafios da habitação de interesse social (HIS) no Brasil são os cenários de escassez de recursos e a precariedade de suas unidades habitacionais, notadamente entregues pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) desde 2009. Pesquisas recentes têm demostrado que tais unidades atendem de forma precária as amplas e variadas necessidades básicas dos usuários, ocasionando uma negativa noção de bem-estar. Também, tais empreendimentos têm demonstrado pouca resiliência, já que seu ambiente construído absorve e responde de maneira mínima aos impactos sofridos, além de não promoverem uma adaptação positiva dos espaços. Muitas vezes, essas adaptações, feitas pelos próprios usuários de forma não orientada acabam prejudicando seu conforto, segurança, saúde e tranquilidade, prejudicando diretamente o bem-estar dos moradores. Nesse contexto, entende-se resiliência, no âmbito do ambiente construído, como a capacidade deste em resistir, se adaptar e transformar positivamente para lidar com a mudança. Diante disso, torna-se importante promover um ambiente construído dotado de qualidades mínimas necessárias relacionadas à resiliência, a
partir de estratégias que favorecem o bem-estar em HIS. O significado de bem-estar está relacionado diretamente ao estado do indivíduo. O governo britânico estabeleceu o que chamaram de “Five Ways to Well-being (5W)” - cinco caminhos para o bem-estar - a partir de evidências analisadas na vida da população britânicas. Esses 5W são ações acessíveis para o indivíduo melhorar seu bem-estar pessoal. Ou seja, ações comportamentais que podem ser utilizadas por comunidades, organizações e poderes políticos para ajudar, apoiar e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Essas ações consistem em: Conectar, Continuar Aprendendo, Tomar Conhecimento, Ser Ativo e Doar. Entende-se que promover espaços que facilitem o desenvolvimento dos 5W gera o bem-estar de seus usuários, contribuindo para um ambiente mais resiliente. O objetivo principal dessa pesquisa é avaliar o bem-estar do usuário a partir dos 5W verificando sua relação com a resiliência no ambiente construído em HIS. Para isso será elaborado um um instrumento de avaliação pós-ocupação tecnologicamente avançados, que preconizam o uso de aplicativos, a serem aplicados em dois estudos de caso na cidade de Uberlândia. A metodologia adotada no trabalho será (i) Pesquisa Bibliográfica - estudo acerca do tema bem-estar e resiliência no ambiente construído em fontes primarias e secundárias; (ii) Pesquisa Referencial - levantamento por meio dos resultados de outras análises semelhantes e coleta de dados; (iii) Pesquisa Conceitual-abstrata, apresentação do conceito e teorias pretendidos e desenvolvimento dos instrumentos de avaliação e análise; (iv) Pesquisa Empírica – estudo observacional e aplicação da avaliação pós-ocupação e análise comparativa de dois empreendimentos do programa MCMV, com tipologias diferentes localizados em Uberlândia. Estima-se, a partir dos resultados obtidos, o desenvolvimento de instrumentos (cartilhas digitais) destinadas aos usuários e gestores a fim de orientar projetos que contemplem os 5W, consequentemente, ambientes mais resilientes. Também pretende-se contribuir para as recomendações globais da New Urban Agenda - Habitat III - e Sustainable Development Goals - AGENDA 2030 -, e orientações locais do Ministério das Cidades, fornecendo subsídios para a elaboração de projetos HIS mais resilientes, estabelecendo sua relação com o bem-estar dos
moradores. Além disso, o trabalho avança no desenvolvimento de instrumentos de avaliação e análise do bem-estar e da resiliência no ambiente construído. Essa pesquisa de mestrado se insere em um projeto de pesquisa maior, em curso, intitulado “[BER_HOME] RESILIÊNCIA NO AMBIENTE CONSTRUÍDO EM HABITAÇÃO SOCIAL: métodos de avaliação tecnologicamente avançados", desenvolvida no [MORA] pesquisa em habitação da Universidade Federal de Uberlândia – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design (FAUeD/UFU).

 

Guilherme Alves Viso

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Beatriz Ribeiro Soares

Título:

A PAISAGEM URBANA CONTEMPORÂNEA: análise de fatores e intervenções como um aporte para os estudos da cidade hodierna

Resumo: 
Este projeto configura-se como uma proposta de pesquisa com base em uma análise teórica e conceitual sobre a configuração contemporânea da paisagem urbana e dos atores artísticos, filosóficos e urbanos; sendo de importância a necessidade de compreender a relação entre os pontos citados e a sua complexidade em uma visão pós-moderna de sociedade, que se desenha pelo processo de Globalização e o fluxo líquido e intermitente de informações e dados e das intervenções que surgem, modificam e (re)configuram o espaço da cidade e da paisagem urbana, de maneira que permitem compreender um espectro atual (e rápido) do processo hodierno de organização humana no espaço. Partindo dessa compreensão e da construção desse quadro geral entre a relação arte-filosofia-cidade e complementando e criando corpo no espaço da realidade, intervenções urbanas realizadas em países fora do eixo norte serão utilizadas como estudos de casos para reforçar e dar suporte ao quadro, ressaltando a construção descolonizadora dos estudos urbanísticos e da realidade marcada por um processo de urbanização rápida que essas cidades do eixo Sul. Desse modo, se tem como objetivo estudar a cidade contemporânea e a paisagem que contempla a mesma, devido a necessidade e o desejo de construir um material que consiga servir de suporte e apresente, de maneira generalizada, os processos hodiernos. Para que seja realizado e cumprido o proposto, será necessário a análise e o levantamento bibliográfico de obras e autores que configuraram o corpo do estudo, sendo destacado por bibliografias básicas, que irão pautar e seguir todo o estudo; bibliografias complementares, que irão aprofundar e dar complexidade ao estudo; e também artigos e trabalhos científicos já apresentados em eventos, revistas e programas de
pós-graduação que também irão contribuir para aspectos mais específicos e atuais. Partindo desse pressuposto, a construção do trabalho intenta a busca por uma construção teórica que contribua e seja atual para uma discussão do que é a configuração da paisagem até o momento, compreendendo as suas rugosidade temporais e os seus processos, sendo um material teórico para uma utilização posterior que contribua para o desenvolvimento da pesquisa.
 

Hugo Teixeira Guimarães Ribeiro Resende

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Viviane dos Guimãraes Alvim Nunes

Título:

A contribuição da Gestão do Design para consolidação da Responsabilidade Socioambiental Empresarial

Resumo:
A região Triângulo Mineiro possui importante expressão econômica, sendo seu crescimento favorecido por sua localização estratégica. Nesse contexto, o setor moveleiro apresenta grande contribuição, em função do elevado número de micro e pequenas empresas, atuantes especialmente na produção sob medida. Por outro lado, as empresas moveleiras, na sua maioria, os aspectos relacionados à sustentabilidade social e ambiental empresarial assim as questões organizacionais têm recebido pouca atenção, quando se abordam as questões gerenciais e de competitividade sustentável. Desse modo, elas têm enfrentado inúmeros problemas referentes ao alto volume de resíduos gerados, ao uso de materiais inadequados, à falta de identidade empresarial e de posicionamento perante o mercado, resultando, consequentemente, em um menor diferencial e valor competitivo. Esse trabalho busca discutir como a adoção de diretrizes de Gestão de Design baseadas em princípios sustentáveis pode orientar modelos de negócios mais sólidos, garantindo o posicionamento e a competividade das micro e pequenas empresas (MPEs) moveleiras do Triângulo Mineiro. Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo definir diretrizes de Gestão do Design coordenadas com os princípios de Responsabilidade Socioambiental Empresarial para uma empresa, visando um modelo de negócios sustentável e assim contribuir na definição de posicionamento e de maior competitividade no mercado. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi selecionada uma empresa moveleira que será o objeto de estudo real, e que servirá de referência de análise, planejamento e proposição. A marcenaria integra um grupo empresarial do ramo do agronegócio, localizado no município de Uberaba-MG. Segundo Mozota (2011), a modificação na forma de abordar a gestão propiciou uma nova exigência interna de design, contribuindo na mudança da prática e da visão empresarial. Características intrínsecas do designer, tais como: ser criativo, ter iniciativa, ser detalhista e se preocupar com o cliente, tornam-se vantagens que os administradores adotam para apoiar mudanças, de forma gradativa e responsável. Dessa forma, a Gestão do Design visa treinar gerentes e designers; mas para que isso ocorra, é necessária uma troca mútua, fazendo aproximação dos gerentes com o campo do design e dos designers com o campo da gestão, bem como promovendo ferramentas de inserção do design no meio empresarial (MOZOTA, 2011). Considerando a sustentabilidade como um ponto de extrema relevância na atualidade e no contexto das micro e pequenas empresas moveleiras é necessário considerar também a Responsabilidade Socioambiental Empresarial (RSE) no seu modo de atuação. A RSE trata-se de um conceito de contrato entre a empresa e a sociedade, no qual vários grupos, o meio  ambiente e ainda o lucro são considerados, esses pautados pelo bem-estar social e a justiça (BARBIERE, CAJAZEIRA, 2012). Mediante as percepções apresentadas, a metodologia de pesquisa exploratória, com intuito de buscar o maior entendimento e aproximação com o problema, deixando-o evidente para auxiliar na definição de hipóteses. Possui caráter qualitativo, considerando que a análise não será de representações numéricas e sim um método para aprimorar a compreensão de objeto específico. A pesquisa prevê, a princípio, quatro métodos: Revisão de literatura (pesquisa bibliográfica e documental), Estudo de Campo e Estudos de Caso.  fundamentação teórica de base compreenderá o estudo sobre o contexto do setor moveleiro na região do Triângulo Mineiro e da cidade de Uberaba, os
princípios de Economia Circular e os conceitos de Gestão do Design (MOZOTA, 2011; BEST, 2012; MARTINS e MERINO, 2008; BUZO e MARTINS, 2012) e Responsabilidade Socioambiental Empresarial (OLIVEIRA, 2008; SANTOS, VEZZOLI e CORTESI, 2008; COOPER, 2005). Poderão ser incluídos conceitos e temas complementares ao longo do trabalho.
 

Isabela Giorgiano

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Marco Pasqualini de Andrade

Título:

As Movimentações Corporais como Ferramenta de Projeto – uma investigação sobre o ciclo RSVP

Resumo:
O presente trabalho investigará a problemática da produção do espaço urbano sob a lógica capitalista e a sua relação com o corpo, mais especificamente com o corpo em movimento. Os silenciamentos aos quais, de acordo com Foucault, os corpos são submetidos
pela sua disciplinarização - através de instituições e da própria sociedade por meio de microfísicas do poder - em prol de torná-los força de trabalho, se refletem na produção espacial das cidades, da mesma forma que também são impostos por ela, e geram espaços urbanos hostis aos afetos e aos estares. Pretende-se aqui refletir sobre os movimentos corporais estimulados pelos projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos como potenciais para reforçar ou amenizar essa lógica de produção e suas consequências nos próprios corpos e nas cidades. Para tal, será estudado o método de processo criativo elaborado por Lawrence e Anna Halprin denominado de ciclo RSVP (Resources, Scores, Valuaction, Performance), para a partir de sua compreensão analisar diferentes formas de inserir o corpo no processo projetual. Abarcando interfaces de projeto que utilizem, para além dos recursos já usuais de conexão entre o corpo e o projeto (como visadas, escalas, percursos), o próprio movimento corporal como um desses recursos. Essa inquietação surge perante às condições corporais em que o ser-humano está inserido em um contexto de globalização, com todo o aparato tecnológico de locomoção e comunicação e com a presença cada vez mais forte das interações e relações virtuais. Autores como SENNET e GUATTARI elucidaram mais a questão do corpo contemporâneo e sua relação com a cidade ao descreverem a passividade corporal e o cerceamento táctil gerado pela mediação dos avanços tecnológicos que alteram a dinâmica espaço-temporal urbana. Como
expõe GUATTARI os avanços tecnológicos geram uma disponibilidade maior das atividades humanas, pelas tarefas mais árduas serem executadas por máquinas, robôs e outros aparatos; surgem, assim, possibilidades produtivas e subjetivas relativas ao corpo, que exigirão sutileza no desenvolvimento da arquitetura e do urbanismo para que não sejam desperdiçadas, ou para que não ignorem as questões mais urgentes dos corpos em prol dos interesses do capital. Nesse sentido as experiências e projetos realizados por Lawrence e Anna Halprin, principalmente a proposição do ciclo RSVP, se tornam relevantes à proposta de uma alteração na produção dos espaços urbanos contemporâneos devido ao enfoque dado por eles às sutilezas das movimentações e percepções corporais enquanto recurso criativo que direciona-se não para o corpo enquanto estratégia de acumulação de capital, como descreve HARVEY, mas como estratégia de relações interpessoais e socioambientais que exerça nosso diálogo enquanto seres com o mundo de uma forma autêntica e benéfica tanto aos indivíduos, quanto para os coletivos e para o meio.
 

Júlia Souza Abrão

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Viviane dos Guimarães Alvim Nunes

Título:

Projetar antevendo a fabricação: Diretrizes projetuais em processos de fabricação digital para designers

Resumo: 
O avanço da tecnologia e sua difusão entre diversas áreas, principalmente no campo do design, tem contribuído para reconfigurar a relação entre projeto e produção, induzindo, assim, a um novo modo de conceber soluções e fabricar. Neste processo, as novas máquinas são essencialmente controladas por computador, tecnologia entendida pela sigla CNC (Controle Numérico Computadorizado) (MITCHELL, 2003 apud KOLAREVIC, 2005). A Fabricação Digital (FB) possibilita, assim, a criação de desenhos em 
2D/3D por meio de softwares de modelagem, e uma série de ferramentas para a execução de projetos. Como consequência, a FB aproxima o projetista do processo de fabricação, que volta a dominar as etapas desde a criação até a produção (GERSHENFELD, 2012 apud CACCERE, 2017). Dentre as tipologias de Fabricação Digital, destacam-se: Fabricação Subtrativa (desbaste de material pelo processo de fresamento), Fabricação Aditiva (adição de material em camada) e Fabricação Formativa (processo de deformação do material). Porém, se por um lado a Fabricação Digital traz mudanças significativas no modo de projetar e produzir, viabilizando inovações; por outro, também desperta preocupações, especialmente relacionadas ao meio ambiente. Vários autores (MANZINI, 1993; MANZINI e VEZZOLI, 2008; NUNES, 2008, e outros) têm discutido a imprescindível necessidade dos processos projetuais gerenciarem de forma eficiente o uso dos recursos naturais, respeitando os limites do planeta e seu ciclo de vida. Assim, esta pesquisa estabelece seu recorte no processo de Fabricação Subtrativa (CNC fresadora), devido ao grande desperdício do material removido durante os processos de produção. Considerando que um dos principais diferenciais da FB é a alta complexidade de geometrias em seus projetos, os resultados da fabricação tendem a colaborar ainda mais para a geração de resíduos, se não forem levados em conta tais impactos ainda na fase de projeto. Assim, o projeto e seu plano de cortes deve incluir aspectos como: formas geradas, dimensão e volume de resíduos, reaproveitamento, descarte, a fim de minimizar os danos ambientais. Estar ciente das limitações do maquinário, direciona os projetistas em suas etapas de criação a projetarem adequadamente para as capacidades dessas máquinas (KOLAREVIC, 2010 apud BARBOSA NETO et al., 2014). A partir deste panorama, a pesquisa tem como principal objetivo desenvolver diretrizes projetuais, tendo em vista métodos de fabricação digital subtrativa, a fim de orientar designers nos processos de projeto,
potencializando o uso dessas manufaturas e, principalmente, visando à um modelo de produção, consumo e descarte mais sustentável. Para tanto, deverão ser estabelecidos comparativos entre as estratégias de projeto e produção, em estudos específicos, tanto do ensino do projeto do produto quanto das tecnologias produtivas digitais. A pesquisa é orientada por metodologia qualitativa, de caráter exploratório e utiliza o método da pesquisa-ação, coordenando etapas teóricas e práticas. Estão previstas três fases: 1) teórica, contempla revisões bibliográficas sobre: fabricação digital, sustentabilidade, e processo de projeto de produto; 2) prática, que engloba o processo de pesquisa-ação, com os estudos de campo, workshops, fabricação e análises, bem como revisão para ajuste dos argumentos discutidos; e 3) teórica, que inclui a análise final dos resultados pesquisa bem como discussões para pesquisas futuras. 
 

Juliane Guimarães Baldow

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: Teoria, História e Conservação
Orientador(a): Adriano Tomitão Canas

Título:

EQUIPAMENTOS CULTURAIS E A DIFUSÃO DA ARTE: UMA REFLEXÃO CONTEMPORÂNEA EM BELO HORIZONTE

Resumo: 
Este projeto de pesquisa levanta e discute a seguinte questão: como a arquitetura, enquanto equipamento cultural dentro da cidade, colabora na difusão e democratização da arte. Como os equipamentos culturais, com suas arquiteturas, espaços expositivos e programas de ação, contribuem para a difusão e democratização da arte. Uma reflexão sobre o caráter social e educador dos espaços culturais contemporâneos e a necessária relação positiva arte-cidade para as transformações sociais coletivas, e individuais.
A capital mineira, Belo Horizonte, foi escolhida para análise e reflexão desta relação e suas consequentes transformações – sociais e urbanas. Levando-se em conta sua entrada “tardia” no circuito das artes, frente às outras capitais como Rio de Janeiro e São Paulo e, sobretudo, pela sua diversidade arquitetônica e sua formação, que hoje abriga os principais equipamentos culturais da cidade. Que são eles: Palácio das Artes (1941 - 1971), Museu de Arte da Pampulha (1957) e Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim (2002).
Considerando os desafios de difusão e democratização da arte dentro (e fora) destes espaços, os mesmo assumem um fundamental papel enquanto palco da interação arte-público. O objetivo geral é discutir a dinâmica e difusão da arte a partir dos equipamentos culturais de maior impacto e presença na cidade de Belo Horizonte. Isso a partir de suas formações, arquiteturas, programas, acervos e inserção na cidade, entender como a arte permeia o espaço urbano e chega ao público.
 

Larissa Riza Carvalho Godoy

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza

Título:

ANÁLISE DA QUALIDADE DE PROJETO E A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS DE PARQUES LINEARES DE UBERLÂNDIA

Resumo: 
A pesquisa tem como objetivo analisar a qualidade de projeto dos parques lineares da cidade de Uberlândia e a percepção dos usuários. O estudo dos parques lineares com foco na qualidade do projeto tem como objetivo demonstrar as configurações de suas funções, elementos e dimensões que definem as percepções dos usuários. O parque linear Córrego Lagoinha e o Parque linear Córrego do Óleo – que serão usados como objeto de estudo – surgiram com iniciativas que possibilitariam a conservação das áreas de
preservação permanente das cidades, contribuindo com o equilíbrio ambiental, integrando os rios e suas margens com o tecido urbano, inserindo-se assim no sistema de espaços livres púbicos de Uberlândia. Considerando então os parques em questão como espaços livres estruturantes da cidade, será preciso desenvolver estudos da morfologia urbana, analisando o crescimento, os tecidos e as tipologias, resultando no diagnóstico das áreas em estudo. Para analisar os parques propostos, será preciso primeiramente definir parâmetros de análise formulados por especialistas, de modo a capacitar o estudo da qualidade do projeto dos parques. Esses parâmetros passam por definir a imageabilidade dos parques, para que seja possível entender as estruturas e arranjos de imagens
mentais do ambiente como conceituado por Lynch e revisados por Feghali; propor uma análise de aspectos físicos e estéticos que buscam, como Tardin, identificar características dos elementos físicos que compõem os espaços e que podem ser percebidos como parte da identidade visual dos parques; avaliar os objetos do estudo segundo os critérios que determinam um bom espaço público como sugeridos por Gehl. Espera-se que a partir da análise dos parâmetros de qualidade do projeto, seja possível elaborar uma estrutura de avaliação da percepção dos usuários sobre os parques lineares em estudo. Para isso, na primeira etapa serão feitas análises através de um roteiro de observações, diário de visitas e documentação fotográfica. Em seguida serão abordadas as formulações dos especialistas, confrontados em relação à qualidade do projeto, através de entrevistas concebidas pelos arquitetos e técnicos responsáveis pela gestão dos parques em estudo. Enfim, na terceira etapa, será analisada a avaliação dos usuários através da aplicação de questionários elaborados a partir dos dados coletados nas etapas anteriores. Assim, espera-se que o estudo se apresente como uma tentativa de definir um parâmetro de qualidade do projeto dos parques lineares de Uberlândia para análise dos mesmos, de modo que o cruzamento de tais informações permita uma comparação que evidencie os usos e as apropriações dos espaços livres e parques lineares da cidade de Uberlândia.
 

Luis Fellipe Dias Souza

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação.
Orientador(a): Luiz Carlos de Laurentiz

Título:

A FESTA DE AGOSTO EM MONTES CLAROS (MG): REFLEXOS E TRANSFORMAÇÕES NO USO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS

Resumo: 
As festas locais são eventualidades urbanas tradicionais que rompem com o ritmo cotidiano e introduzem novas possibilidades e apropriações para os espaços públicos, alterando temporariamente sua paisagem e seus fluxos (FONTES, 2013). Apesar do caráter transitório, tais transformações deixam marcas permanentes, promovendo uma forte interação social (que em condições habituais a cidade não costuma alcançar), promovendo-se a criação de uma identidade local compartilhada (PUJOL CRUELLS, 2007). Um exemplo disso é a tradicional “Festa de Agosto” (ou “Festa dos Catopês”, como é popularmente conhecida), que ocorre anualmente no município de Montes Claros, região norte de MG. Oriunda de uma tradição religiosa, e que aos poucos foi desdobrando-se para uma festividade profana, a festa é exemplo de uma intervenção temporária no espaço urbano, que abrange aspectos culturais e de lazer seculares, e que expressa a versatilidade dos espaços públicos, uma vez que as comemorações ganham a rua e as praças da região central e atraem atividades inusitadas para o lugar, deixando um legado tanto material quanto imaterial para a cidade. O evento está entre as mais importantes e antigas manifestações da cultura tradicional da cidade, e as comemorações fazem parte de uma tradição secular que acontece há 178 anos, e que sintetiza uma identidade cultural. Durante o período de sua realização, a Festa promove a interação social e a modificação temporária do espaço urbano de Montes Claros (ruas, avenidas e praças), onde a mesma se insere, permeando a relação dos ocupantes momentâneos e dos moradores da cidade com todo seu contexto temporal, espacial e social. Desta forma torna-se necessário realizar uma investigação preliminar sobre os espaços públicos e sua utilização como espaços de festa e, através desse estudo, compreender as influências que as atividades ali exercidas têm sobre a construção e transformação desses ambientes. Diante disso, o objetivo principal do trabalho é identificar a influência que a Festa de Agosto exerce, enquanto intervenção temporária, no uso dos espaços públicos como locais de festa, e qual legado (material e imaterial) é deixado pelo evento, e que se reflete na arquitetura, usos e domínios do bairro em que é sediado. Como procedimento básico, deverá ser feito um levantamento bibliográfico sobre a temática, com o intuito de reunir um breve histórico da origem e da consolidação da Festa na contemporaneidade, e elucidar o objeto e problema propostos para estudo. Além disso, deverá ser adotada como base a metodologia utilizada por Sansão Fontes (2013), que lança mão da observação in loco e análises gráficas feitas em mapas, croquis e fotografias de diferentes recortes temporais, com o objetivo de identificar as características e especificidades da festa e do bairro em que se insere, de
maneira a avaliar como o espaço coletivo é apropriado através da Festa, de que forma o evento modifica temporariamente os espaços que a acolhem, e quais transformações são deixadas, de forma permanente, após sua efêmera existência.
 

Matheus Pires Silveira

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: Teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO DA ARQUITETURA MODERNA: estudo sobre a valorização dos bens imóveis de Uberlândia.

Resumo: 
Este projeto se integra a linha de pesquisa o tema Arquitetura e Cidade: Teoria, história e conservação. Seu objetivo é compreender e analisar criticamente os processos de identificação, reconhecimento, valoração, proteção e conservação da arquitetura moderna em Uberlândia. O recorte do trabalho se limita a cidade de Uberlândia e ao período em que se deu sua produção de arquitetura moderna, onde marco como início a década de 1930 até os dias atuais, abrangendo os projetos arquitetônicos e urbano- paisagísticos (praças e parques). Para que seja possível chegar a um produto final, será analisado primeiramente como foi o processo de implantação desses edifícios, por meio de quais clientes foram demandados os projetos, sejam eles, o estado como também a iniciativa privada, quais  deles possuem medidas de proteção legal, sendo por meio de inventário ou tombamento. A análise recairá também no entendimento de como ela foi sendo implantada, ou seja, quais foram as áreas da cidade com maior recorrência de projetos modernos, como eles compõe a paisagem local e como é dada a relação com o restante da cidade. Outro importante aspecto que será trabalhado na pesquisa, é de saber qual a importância da Arquitetura Moderna em Uberlândia e compreender como ela agrega valor na paisagem urbana, como a cidade entende esses edifícios e como eles fazem parte do seu cotidiano.Será analisado também como é e como tendo sido os métodos para a proteção dos bens imóveis modernos, quais foram as políticas utilizadas, e como tendo sido o processo de conservação após a aplicação da legislação. Como o trabalho abrange um contexto em escala menor, sendo trabalhados apenas os bens culturais de Uberlândia, o foco será nas políticas estaduais (ICMS Patrimônio Cultural), e nas políticas na esfera municipal. E  para concluir, o trabalho tem como objetivo analisar os critérios utilizados pelos órgãos responsáveis por assegurar a integridade dos bens imóveis por meio de políticas de conservação, sejam elas tombamento ou inventário. A análise será feita sobre o que é implantado em cada esfera pública, sendo elas a nível nacional, estadual ou municipal, assim como listar e selecionar, quais são candidatos a implementação de políticas de conservação. A metodologia aplicada constituirá em pesquisas de fontes primárias, compreendendo a sistematização de informações de documentos sobre a preservação do patrimônio cultural moderno em Uberlândia, também serão realizados trabalhos de campo, estudos teóricos considerando temas relativos à produção da arquitetura moderna em contexto nacional e local, teorias da conservação, bem como a as políticas públicas e a legislação relativas à proteção do patrimônio cultural. Os estudos históricos e os conceitos teóricos que convirão como referências serão levantados e desenvolvidos através de investigações existentes em teses, dissertações, livros, periódicos, artigos, etc. E por fim, como produto final, como textos, fotos, ilustrações e relatos, será facilitado o processo para a salvaguarda desses imóveis por parte do município, conservando a memória desse período que foi e é tão importante para a cidade de Uberlândia.

 

Moizés Rodrigues da Silva

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e cidade: Teoria, história e conservação
Orientador(a): Beatriz Ribeiro Soares

Título:

A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO A PARTIR DOS PLANOS URBANISTICOS EM CIDADES MÉDIAS: uma análise histórica a partir da cidade de Ipatinga – Minas Gerais

Resumo: 
As cidades contemporâneas configuram-se a partir de uma grande diversidade cultural, social e econômica, portanto são mais complexas e apresentam uma serie de problemas de ordem organizacional. No âmbito do planejamento urbano, os planos diretores como seu instrumento primordial,  devem propor direcionamentos que visam atender da melhor forma possível às demandas da cidade e da sociedade. O município de Ipatinga situado no estado de Minas Gerais a leste da capital mineira teve se desenvolvimento econômico impulsionado a partir da construção da Usina Siderúrgica de Minas Gerais (USIMINAS). No decorrer de sua história, a cidade passou por etapas de grande crescimento urbano em que foram elaborados planos urbanísticos para atender, especialmente, as demandas da empresa. Deste modo, o presente estudo tem por objetivo estudar a produção do espaço urbano a partir da evolução dos planos urbanísticos da cidade de Ipatinga- MG, na perspectiva de compreender as interfaces do ordenamento territorial da cidade e do município. No que se refere aos objetivos específicos, estes irão se pautar em: caracterizar o surgimento da Usiminas e da Vila operária no sítio urbano de Ipatinga; avaliar os planos urbanísticos e diretores de Ipatinga com o intuito de averiguar a sua evolução e implementação, a partir da produção do espaço urbano e por fim determinar quais foram às contribuições que os planos urbanísticos trouxeram para Ipatinga, visando analisar quais são as áreas que necessitam de melhorias e de reformulações. Para isso, caminho metodológico a ser seguido consistirá em: referencial bibliográfico para a construção de um aporte teórico para descrever, caracterizar e analisar a produção do espaço urbano e dos planos urbanístico de Ipatinga; levantamento e analise documental dos Planos Urbanísticos: Plano Urbanístico da Vila Operária (1958), Programa da Companhia Urbanizadora, a Comunidade Urbana para Recuperação Acelerada- CURA (1978), o Plano Diretor e Relatórios técnicos  da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC) (1990), Relatório de Ocupação e Uso do Solo em Ipatinga (1998) e o Plano Diretor de Ipatinga (2006). Também serão utilizadas entrevistas com técnicos e gestores da cidade.  Bem como  usos das técnicas de geoprocessamento (SIG), para a elaboração de mapas de identificação dos planos urbanísticos. Espera-se que este estudo possa apresentar contribuições para Ipatinga e também para a comunidade acadêmica, possibilitando um real conhecimento a ser utilizado para a promoção nas políticas públicas que visem à melhoria na gestão e ordenamento do seu território.

 

Paloma Ribeiro de Souza

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Robeiro

Título: 

A democratização dos laboratórios de fabricação como ferramenta para a compreensão da qualidade do morar

Resumo: 
O Movimento Maker visa incentivar pessoas comuns a fazerem seus próprios objetos/ produtos. Sendo assim, a cultura Maker parte do princípio onde qualquer pessoa pode consertar, desenvolver, fabricar ou construir objetos e projetos; situação que pode gerar um impacto na cultura de consumo e na forma como o usuário lida com esse material. É importante observar como atualmente o movimento maker possui um potencial transformador da sociedade, impactando nesses processos produtivos através do faça você mesmo (DIY). Esta forma de aplicação apresenta um novo modelo de ensino e produção que implica em novas formas de projetar e produzir, e pode contribuir significativamente com a sustentabilidade ambiental no design de produto. Auxiliando na qualidade de vida do usuário na moradia quando aplicado de forma a ensinar e propor modelos de oficina e cooperação, aos moradores de comunidades carentes que não possuem conhecimentos nestas áreas, dentro dos laboratórios públicos de fabricação ou espaços makers. Utilizando esses espaços para ensinar também que a qualidade do morar é a propriedade de um ambiente de atender às necessidades do usuário, de forma a se adequar à acomodação dos usos, com espaços projetados a partir das reais preferências e afinidades do morador, tornando-se necessário a ele, e trazendo a sensação de pertencimento e satisfação. É uma expressão plena de subjetividade, que inclui aspectos como comportamento, privacidade, flexibilidade, que demandam uma reflexão durante o processo de concepção e execução dos projetos. Analisando as informações anteriores, a questão principal de pesquisa que se coloca para a presente dissertação é: como as experiências de troca de conhecimentos dentro dos laboratórios de fabricação, podem auxiliar os usuários das  comunidades carentes, na melhor compreensão e entendimento da qualidade do morar? Ressaltando uma perspectiva de que esses espaços sejam ambientes mais democráticos que tornem possível a troca de experiências e novas aprendizagens para os usuários, de modo que consigam compreender suas residências, e a melhor forma de lidar com a relação móvel x espaço se utilizando também da sustentabilidade.
 

Renata Cristiane da Silva

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Juliano Aparecido Pereira

Título:

O design como ferramenta de desenvolvimento da Economia Criativa em Uberlândia-MG.

Resumo: 
A Economia Criativa faz parte de um novo cenário ainda em expansão e definição que engloba atividades produtivas onde a criatividade, como dimensão simbólica é fator principal na geração de valor, resultando assim na produção de riqueza cultural, econômica
e social. Em linhas gerais são relações comerciais que acontecerm de pessoas para pessoas, em uma rede conectada onde quem compra, compra com um sentido, quem vende, vende com um significado, porque acredita no que faz, seja um quadro, um queijo,
uma ilustração, uma casa, uma foto. Há um valor intangível que se constitui a partir do processo de criação até chegar em quem recebe, que conecta todo mundo, quem cria e vende, quem compra e quem investe, onde toda vez que se compra de um pequeno
negócio, a vida dessa e de muitas outras pessoas é financiada. Interessa aqui toda esta produção feita localmente por designers, artesões, ilustradores e fazedores, seja pelo caminho do design de produto ou pelo viés do artesanato em diferentes técnicas e materiais. Muitos destes empreendedores criativos não possuem consciência da sua importância no setor, historicamente, estes profissionais possuem dificuldade no entendimento do valor do que produz buscando se enquadrar na economia tradicional, o que torna estes pequenos negócios insustentáveis, gerados por um modelo mental onde se acredita que arte/criatividade e dinheiro/negócios vão em direções opostas. Muito comum a este público é buscar grandes centros como oportunidade para empreender, abandonando assim suas cidades de origem e todas as características locais geradoras de valor que elas possuem, seu capital pessoal e consequentemente a identidade dos seus produtos. Em Uberlândia (MG), o objeto de estudo desta pesquisa, são escassas as inciativas sobre
Economia Criativa, entretanto existe um cenário em potencial que apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento de grupos, negócios e movimentos neste setor. Todo este ecossistema informal, possui um grande desafio que é se tornar organizado e
conectado, a fim de conferir-lhe sustentabilidade e posicionar Uberlândia como centro gerador de soluções criativas. O objetivo principal deste projeto de pesquisa portanto é melhorar esta estrutura criativa, produtiva e de difusão, tendo em vista a incorporação consciente dos princípios da economia criativa e o uso sistemático das ferramentas do design, visando alcançar resultados positivos, do ponto de vista técnico, de inovação, difusão, sócio-econômico e ambiental. O design surge como intermediador destes interesses pela sua capacidade de geração de valor e diferenciação, por sua visão processual de projeto e de inovação, proporcionando uma cadeia de produtos fomentando por novos modelos mundiais de organização baseados mais em redes do quê em estruturas  hierárquicas, valorizando a unicidade em detrimento a massificação. Especificidades locais, dons e habilidades únicas de cada empreendedor podem, com as ferramentas do design direcionar negócios criativos que agreguem valor a economia local. Ancorados pela tecnologia e a pela globalização vê-se a possibilidade de desenvolvimento de todo um setor que permitirá ao profissional criativo a ampliação de suas atribuições para conceber, produzir e distribuir, participando de uma economia horizontalizada, com mais gente empreendendo localmente, mais pessoas comprando de quem faz nas proximidades, adicionando propósito, criatividade e sustentabilidade.
 

Tatiana Matucita Fabiani

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Maria Eliza Alves Guerra

Título:

ESTUDO DOS VAZIOS URBANOS EM UBERABA/MG E AS POLÍTICAS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

Resumo: 
O presente trabalho tem por objetivo analisar as características dos vazios existentes dentro do perímetro urbano em Uberaba/MG e estabelecer uma relação com as políticas públicas implementadas, tendo como referência estatutos, planos diretores, decretos e leis, bem como o sistema de zoneamento do referido município. Uberaba é uma cidade localizada na mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Elevada à condição de Freguesia em 1820, a cidade teve suas terras ocupadas principalmente por imigrantes do setor rural, formando extensas propriedades. Podemos destacar a chegada da Ferrovia pela Companhia Mogiana em 1889, que foi um dos elementos participativos na alteração da paisagem urbana promovendo o deslocamento de pessoas e produtos. Apesar da proximidade com a cidade polo Uberlândia, Uberaba exerce papel de um subcentro da região, gerando grande influência e atração populacional de cidades próximas pela importância nas áreas da educação, saúde e biotecnologia. Nas últimas décadas, a cidade vem demonstrando notáveis modificações em sua paisagem, motivadas pelos processos mercadológicos de grandes indústrias, proprietários de áreas rurais e forte atuação do mercado imobiliário, que nos permite destacar a presença de novos loteamentos para população de baixa renda e condomínios fechados para renda média e alta, na área periférica da cidade. Esse processo de evolução urbana também conta com a contribuição da popularização do automóvel que fornece condições para estabelecer relações em áreas cada vez mais distantes do centro da cidade. Diante das transformações urbanas sofridas por Uberaba, ditadas pelas suas configurações morfológicas dentro do seu processo de crescimento, e aprovação e criação de loteamentos cada vez mais distantes do tecido urbano, destaca-se a presença dos vazios dentro do perímetro urbano. Em suma, a escolha de locais afastados do centro para implementação de loteamentos residenciais promove a segregação socioespacial, pois a população de baixa renda é obrigada a adquirir suas propriedades nestas áreas, porém destaca-se a presença de população de alta renda nos condomínios fechados. Este tipo de organização territorial apresenta um desordenamento urbano onde as áreas livres serão desconectadas do tecido urbano e gera, consequentemente, o desperdício de infraestrutura básica. A especulação imobiliária aumenta o valor da manutenção dos serviços públicos e do valor do solo, reafirmando a separação das classes econômicas. Diante desta problemática, esta investigação busca estudar os processos de criação dos vazios urbanos em Uberaba, suas consequências positivas e negativas para a cidade, apresentando dados concretos que possam subsidiar a atualização das legislações e previsões do Plano Diretor. Deste modo, esta pesquisa se caracteriza como quali-quantitativa e será baseada na análise de Uberaba/MG. A partir da metodologia do Arruda (2016) “Os vazios urbanos na cidade de Campo Grande”, foi criada uma nova metodologia para aplicação em Uberaba e, a partir daí, será feita a identificação e quantificação dos vazios e apresentação de um resultado final das características destes espaços.

 

Yasmin Carolini Thomeo

Ingresso: 2018/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Juliano Aparecido Pereira

Título:

Avaliando a resiliência no ambiente construído: adequação climática e ambiental em habitações de interesse social no Residencial Sucesso Brasil (Uberlândia/MG)

Resumo: 
O projeto de pesquisa intitulado EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MOVELEIRA NO BRASIL: Open design e o uso da prototipagem rápida, foi motivado pela inquietude e necessidade de compreender o desenvolvimento do design de móveis no Brasil, o qual se integra como parte da cultura nacional, sendo sobretudo histórico. Buscando referências no modernismo, o design tinha como fundamento a resolução dos problemas sociais oriundos da revolução industrial, onde as escolas buscavam, através do design, melhorar a qualidade dos artefatos e tornando-os acessíveis. Este acesso distribuído se aproxima da democratização do design e se conecta com o humanismo projetual, através de grupos sociais que elaboram propostas viáveis e emancipatórias para a sociedade. Esta autonomia possibilita a participação da comunidade, via espaços para a criação de projetos próprios, despontando como coprodutora. No período contemporâneo, o cenário voltado para a fabricação digital e tecnológica, possibilita esta distribuição aberta de projetos e produções. Como exemplo, o movimento “open design” aparece como propagador de projetos online, através desenvolvimento cooperativo e colaborativo, com desenhos que simplificam a montagem e desmontagem. A partir das tecnologias CAD/CAM, a sociedade pode utilizar estas plataformas online facilitando a logística de produção, distribuição e consumo. Apesar do modo de produção e concepção apresentado anteriormente em relação às tecnologias de fabricação digital parecer algo atual, o design moderno brasileiro apresenta projetos com a proposta de serem montados em casa pelos próprios usuários, que os compravam em caixas, desmontados. Dessa forma, notamos que preocupações semelhantes estiveram presentes em outros períodos do design e, atualmente, através da fabricação digital e de redes sociais distribuídas a sociedade tem acesso, e produz seu próprio mobiliário. Sendo assim, as tecnologias digitais serviram como ferramenta facilitadora de um modo de produção já pesquisado por designers moderno brasileiros. Portanto, de cunho qualitativo, o projeto de pesquisa buscou utilizar o conceito de “Open Design” e as implicações no design contemporâneo de forma a contribuir para democratização do design e inovação social. A metodologia proposta foi estruturada em cinco etapas, configurando momentos de análise de contexto histórico, processos de produção onde o usuário é agente colaborativo, modos de fabricação contemporâneos e de qual é o papel do designer hoje na sociedade, o “open design” e, como proposta final, um mobiliário a partir dos estudos realizados, avaliando a logística de projeto, produção, distribuição e consumo, em relação à sociedade contemporânea e a inovação social.

 


Aline Soares Côrtes

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

A SUSTENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO CULTURAL NAS CAPELAS RURAIS DO TRIÂNGULO MINEIRO E ALTO PARANAÍBA: A CAPELA DA SAUDADE DE UBERLÂNDIA MG

Resumo: 
Esta pesquisa objetiva o estudo das inflexões entre a sustentabilidade e a conservação do patrimônio cultural e sua aplicação em um estudo de caso: a chamada Capela da Saudade. Parte-se do pressuposto de que é imprescindível inserir os discursos sustentáveis em todas as disciplinas, tendo em vista a urgência em se conservar os recursos do planeta, numa empreitada à favor da conservação da vida. Apesar disso, o termo sustentabilidade continua sendo atribuído prevalentemente ao seu sentido mais restrito e tradicional, vinculado a uma perspectiva ecológica que almeja o equilíbrio entre a agressão humana à natureza e sua capacidade de renovação. Por essa razão, pretende-se refletir sobre as inflexões entre os temas sob uma perspectiva holística, que empregue as oito dimensões do desenvolvimento sustentável indicadas por Ignacy Sachs: social, cultural, ecológica, ambiental, econômica, territorial, política nacional e política internacional. 
O trabalho utiliza-se de dois recortes: o primeiro é definido pelas capelas rurais da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.  A região tem uma extensa gama de bens patrimoniais dos séculos XIX e XX, com expressiva variedade tipológica e diversidade de materiais, técnicas e soluções construtivas que, entretanto, ainda não foram devidamente catalogados, datados e/ou abordados pela historiografia especializada. 
O segundo recorte é a Capela da Saudade. Como grande parte da arquitetura rural da região, a capela foi impactada pela implementação da monocultura extensiva e pela implantação da Usina hidroelétrica de Capim Branco, inaugurada em 2006, além disso, sua proximidade com o limite urbano favoreceu a criação de condomínios de lazer no seu entorno, caracterizando um estudo de caso importante na análise dos impactos ambientais, sociais e econômicos. Em 2014, o COMPHAC recebeu o pedido para o tombamento municipal da Capela da Saudade e foi solicitada a confecção do dossiê de tombamento, porém, a empresa vencedora da licitação demonstrou um parecer desfavorável ao tombamento julgando não existir valores que justificassem a salvaguarda. Tal parecer não incluiu as condições que a valorassem como patrimônio imaterial, julgando apenas sua singela materialidade. O COMPHAC não acatou tal parecer, enaltecendo a importância de se preservar seus valores simbólicos e sagrados e deliberou o tombamento municipal em 2016. Tendo em vista que o patrimônio rural pode ser compreendido, conforme apontado por PRETTO e MONASTIRSK (2014) como um conjunto indissociável composto pelos bens material - as edificações, equipamentos e demais artefatos ligados ao campo e ao modo de produção - e os bens imateriais ligados ao conhecimento e modos de produção bem como as relações sociais entre seus usuários e as comunidades rurais, que estruturam a vida no campo, a consideração de ASCERALD (2009) com relação à noção de sustentabilidade associada à categoria do patrimônio das cidades é igualmente pertinente à categoria dos patrimônios rurais, ou seja, não se refere somente aos seus aspectos materiais mas também a seu caráter e suas identidades, a valores e heranças construídos ao longo do tempo. Por conseguinte, acredita-se que o estudo da Capela da Saudade é capaz de corresponder aos critérios de sustentabilidade que serão submetidos à avaliação deste patrimônio.

 

Ana Laura Gonçalves Lomolino

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Beatriz Ribeiro Soares

Título:

VERTICALIZAÇÃO NA CIDADE DE UBERLÂNDIA/MG: uma análise da paisagem urbana.

Resumo: 
Uberlândia é uma cidade que se destaca no cenário econômico nacional há algumas décadas. Tal desenvolvimento faz parte de um projeto político de modernização do município desde o século XIX. Com investimentos que se direcionaram a diferentes setores da cidade como a expansão urbana, instalação de indústrias, investimento em setores da educação, habitação entre outros. Atualmente a cidade vive a consolidação destes investimentos sendo a segunda maior cidade do estado de Minas Gerais e um dos importantes polos logísticos do país. Refletindo sobre os processos de urbanização ocorridos na cidade surge a opção pelo mercado vertical destinado a habitação na década de 1950, neste momento a construção desde edifícios se justificava não pela falta de terras para a habitação urbana, mas sim por ser um processo que sustentava a posição de cidade moderna no contexto vivido no Brasil, assim a elite local passa a articular a construção de grandes edifícios conhecidos como “arranha-céus”. Sendo assim a presente pesquisa se justifica a fim de compreender como o mercado vertical, é influenciador da dinâmica da paisagem, a função histórica, o papel político e questão fundiária na cidade de Uberlândia – MG. Como a verticalização atingiu índices expressivos na cidade e por já existir pesquisas  que se debruçam sobre a analise o mercado vertical em um contexto mais amplo, nos pautaremos na análise dos edifícios destinados a alta renda que vem sendo construídos de forma intensa há seis décadas, baseados na evolução dos serviços oferecidos por estes empreendimentos e quais as perspectivas para o futuro. Para obter respostas utilizamos como metodologia a ação investigativa quanto e o levantamento bibliográfico que, em termo teórico-conceitual, abastecerá condições para o estudo da verticalização como produto de um modo de produção capitalista e seus reflexos nos espaços. 

 

Bárbara Oliveira Silva

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projeto e tecnologia
Orientador(a): Matia Eliza Alves Guerra

Título:

APPs fluviais na forma urbana de Patos de Minas – MG

Resumo: 
Este trabalho se insere na temática das inter-relações entre o ambiente natural e o meio urbano, com foco nos conflitos existentes pela presença urbana dos cursos d'água. Através de uma abordagem historicista das relações entre as cidades e seus cursos d'água é possível perceber que a forma urbana pode expressar tanto a valorização quanto a desvalorização do papel da água na paisagem. Para Souza e Macedo (2014), analisar como as Áreas de Proteção Permanente (APPs) estão inseridas na forma urbana e assim, compreender o papel dessas áreas como elementos do Sistema de Espaços Livres (SEL) da cidade, pode ser um ponto de partida para formulação de políticas públicas capazes de promover, de fato, a sua valorização. Em Patos de Minas, cidade média da mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, localizada em região de cerrado com grande presença hídrica, Amorim (2015) observou que apesar dos elementos hidrográficos serem capazes de estruturar e caracterizar todo o seu SEL, a cidade “dá as costas” para os cursos d'água. O objetivo desse trabalho é identificar as lógicas de produção, padrões e tipos específicos de relação da cidade de Patos de Minas com seus cursos d’água. Pretende-se com isso, fornecer informações qualitativas e substanciais da realidade da paisagem urbana capazes de embasar a discussão sobre o planejamento e projeto dessas áreas. Foi utilizada a metodologia desenvolvida por Souza & Macedo (2015) que propõem o estudo das APPs a partir do levantamento de Padrões Morfológicos das orlas fluviais, por meio de três categorias de análise: Padrões de configuração espacial, Padrões de Inserção urbana e Padrões de Contato entre as cidades e os corpos d’água. Com o estudo foi possível identificar o cenário geral da relação de Patos de Minas com sua hidrografia. Os resultados da análise demonstram a necessidade da existência de relações habituais entre a cidade e seus cursos d’água e podem servir como fundamento para tomada de princípios de planejamento e projeto para estruturação do SEL junto às orlas fluviais

 

Cássio Henrique Naves Mota

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a):  Luiz Carlos de Laurentiz

Título: 

Espaço urbano e subversão pela existência corporificada queer em Uberlândia

Resumo:

Na cidade contemporânea, sujeita ao capitalismo e envolta por muros e câmeras de vigilância, é possível perceber um movimento contrário ao esvaziamento dos espaços públicos com o surgimento de diversos tipos de sociabilidade gerados por minorias, especialmente por corpos que transviam à norma em sexo, sexualidade e gênero, gerando categorias espaciais urbanas - pedaços, manchas, dentre outros. Essas sociabilidades podem ser de lazer, militância, sigilosas ou expostas e transcendem as funções estabelecidas em projeto para aqueles espaços construídos. Uberlândia se insere nessa lógica, por ser uma cidade de médio porte com dinâmica socioeconômica de destaque em sua mesorregião e também é lugar de apropriação espacial de diversos grupos de atores sociais, que subvertem a lógica de utilização das cidades, como os próprios corpos queer. Por meio da análise de dados coletados, pesquisas, entrevistas e questionários aplicados para a população, além do registro etnográfico na centralidade de Uberlândia pretende-se analisar e compreender a gama de sociabilidades queer que ocorrem de diferentes formas no espaço público em uma perspectiva contemporânea. Registrando como se dão as sociabilidades, contribuindo para o volume de estudos acadêmicos sobre as suas formas de ocupação, aproximando as leituras e análises em crítica da arquitetura e urbanismo de outras formas de linguagem e estudando manchas, pedaços ou circuitos queer que estejam presentes em determinados eventos críticos e temporalidades na cidade para assim compreender corpos não heterossexuais e/ou cisgêneros como transformadores de espaço e cidadãos para quem o projeto arquitetônico e urbanístico deve também voltar sua atenção.

 

Cristiane dos Guimarães Alvim Nunes

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a):  Luis Eduardo dos Santos Borda

Título: 

Instalações Sonoras Contemporâneas: Espaço e Sensorialidade.

Resumo:
Esta pesquisa trata de espacialidades sonoras contemporâneas. O objetivo principal é verificar tais espacialidades nas produções de Arte Contemporânea, seus aspectos sensoriais e interativos, entre outros. Além disso, pretende analisar o potencial que a obra tem em despertar o interesse do público não apenas adulto, mas também infantil. De certa forma, todo espaço arquitetônico implica uma dimensão que pouco exploramos: a dimensão sonora. A Arte Contemporânea vem explorando essa dimensão em espacialidades quase arquitetônicas. A sensorialidade é uma questão fortemente presente nas produções artísticas contemporâneas. O artista contemporâneo busca trazer o público para junto da obra. Para muitos deles, a participação do público é que vai completar seu trabalho. Essa participação acaba por proporcionar ao espectador uma experiência sensorial significativa. A partir das reflexões sobre as questões sensoriais da Arte Contemporânea, surgiu a proposta de se eleger e aprofundar os estudos em um dos sentidos (a audição) e, consequentemente, um fenômeno físico (o som). Assim, dentro das produções artísticas contemporâneas, definiu-se por investigar a Arte Sonora, que tem como elemento fundamental o som. A partir daí, buscou-se ampliar o conhecimento sobre a Arte Contemporânea e compreender as principais mudanças nas concepções espaciais vinculadas às produções artísticas do século XX. Para tal compreensão, buscou-se estudar os conceitos do crítico de arte Alberto Tassinari e os pensamentos das teóricas Rosalind Krauss e Miwon Kwon. A obra de arte contemporânea já não se separa mais do espaço em que está inserida, como acontece com a obra de arte renascentista. Requisita o mundo que o cerca e nele se estabelece como arte. Na Arte Contemporânea não se trata apenas de contemplação. Diferente da pintura, as Instalações Contemporâneas implicam uma situação espacial, em que o espectador entra no ambiente da obra. Essa nova espacialidade da Arte Contemporânea tem algo em comum com a arquitetura, pois arquitetura é essencialmente espaço. Uma breve reflexão sobre os pontos de contato entre a Arquitetura e a Arte Contemporânea foi realizada com base nos pensamentos dos teóricos Bruno Zevi, Yi-Fu Tuan e Juhani Pallasmaa. Estes pontos de contato estão relacionados à questão física, dimensional e sensorial dos espaços. As reflexões sobre Arte Sonora foram realizadas a partir dos estudos dos pesquisadores Lilian Campesato, Mikel Arce Sagarduy e Manuel Rocha Iturbide. A análise proposta nesta pesquisa tem como objetivo identificar diversos aspectos das obras, especialmente no que se refere à espacialidade, a interatividade e a sensorialidade. Além de discutir o interesse que as instalações sonoras podem despertar no público não apenas adulto, mas também infantil. Neste sentido, foi realizada uma pequena abordagem sobre as possibilidades da produção artística contemporânea enquanto um estímulo sensorial e cultural para a criança. As obras consideradas para análise nesta pesquisa são: Lines (2016) do compositor sueco Anders Lind; Oasi (2014) da escultora italiana Licia Galizia e do compositor italiano Michelangelo Lupone e 329 Prepared Dc-Motors, Cotton Balls, Toluene Tank (2013) do artista sonoro suíço Zimoun.

Elcio de Oliveira Garcias

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a):  Patrícia Pimenta Azevedo Guerra

Título: 

CENTRO ADMINISTRATIVO DE UBERLÂNDIA – Uma Análise das Transformações Espaciais, da Ideia Inicial a Obra Executada

Resumo:  
Uma questão comum em arquitetura é uma certa dissonância observada entre o discurso e os resultados alcançados na prática com determinada ideia ou conceito. A motivação dessa pesquisa surge da inquietação com esta e outras questões que orbitam entorno desse ponto relativamente comum na arquitetura. Para alcançar tal objetivo elege-se como objeto de estudo de caso o Centro Administrativo de Uberlândia, fruto de concurso de projetos realizado em 1990, vencido pela equipe de arquitetos formada por Acácio Gil Borsoi, Milton Leite, Janete Costa, Marco Antônio Gil Borsoi e Rosa Maria Chagas Aroucha. Sua escolha ocorreu por diversos fatores, com destaque para o fato desta ser uma obra onde se observa que certas propostas projetuais não se concretizaram em toda sua plenitude. A título de exemplo podem ser destacadas as questões ligadas ao conforto, um dos pontos importantes do projeto, e a relação urbanística da praça cívica com seu entorno. Dessa forma, o objetivo principal dessa pesquisa é entender as transformações pelas quais a ideia passa ao longo do processo de projeto – do estudo preliminar a obra executada. Pretende-se alcançar este objetivo através de uma mescla de elementos de análise de projeto e avaliação pós-ocupação, obtendo assim uma leitura abrangente dessa evolução. Parte-se então para um estabelecimento de quais ferramentas e instrumentos de análise de projeto e avaliação pós-ocupação serão usadas, tendo em vista, como já citado, uma complementação das análises de projeto através de alguns elementos de avaliação pós-ocupação. Em seguida, aplica-se a análise de projeto tendo como referência a metodologia proposta por Bernard Leupen et al, que inclui tópicos relacionados a uso, projeto, estrutura e contexto. Depois as avaliações de pós-ocupação com enfoque no uso de materiais, sistemas construtivos e conforto bioclimático. Por fim, com base nos dados obtidos pelas análises e avaliações, pretende-se diagnosticar aspectos arquitetônicos que necessitem de intervenção.

 

Flávia Fernanda Segismundo Vilas Boas

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a):  Claudia dos Reis e Cunha

Título: 

IMÓVEIS PROTEGIDOS LEGALMENTE, MAS NÃO CONCRETAMENTE: Reflexões visando uma prática preservacionista mais efetiva para Ribeirão Preto – SP

Resumo:  
A pesquisa pretende estabelecer reflexões a respeito da preservação e conservação de bens patrimoniais que já tiveram seu valor reconhecido, estando legalmente protegidos pela lei do tombamento, porém se encontram em estado de abandono, perdendo-se da memória da cidade. Procura-se problematizar as dificuldades da aplicação das políticas de preservação, assim como a formulação e implementação dos instrumentos de salvaguarda, e as relações e embates entre os agentes envolvidos nesse contexto, adotando como objeto de estudo alguns bens imóveis tombados na cidade de Ribeirão Preto – SP. A partir da análise da atuação dos órgãos de preservação, privilegiando a escala municipal, e da relação de memória e pertencimento estabelecida – ou não - entre a população e os bens arquitetônicos, busca-se, primeiramente, compreender os valores atribuídos para o reconhecimento desses bens como patrimônio e como ocorrem os processos para tal fim. 
A cidade escolhida como recorte territorial é o município de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo. A problemática levantada, partiu de uma pesquisa prévia, realizada no ano de 2016, onde, ao se realizar o levantamento de um conjunto de bens de interesse patrimonial da cidade, verificou-se o abandono de vários exemplares importantes para sua história, mesmo que muitos já se encontrassem tombados, porém aguardando soluções de processos jurídicos entre o poder público e o privado. Destaca-se que este é um panorama comum onde essa situação se repete em muitas cidades - de pequeno, médio ou grande porte - não somente no estado de São Paulo, mas como isso se trata de um problema que ocorre em âmbito nacional. 
O órgão responsável pela proteção dos bens culturais da cidade de Ribeirão Preto – SP é o CONPPAC/RP (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural do município de Ribeirão Preto) e de acordo com informações levantadas, os índices de abandono dos bens tombados chegam a 40%. Diante desse panorama, uma vez constatado o abandono de muitos bens que já tiveram seu reconhecimento legitimado, pretende-se verificar qual a real eficácia dos mecanismos de tutela e salvaguarda, os seus alcances e limitações na efetiva preservação do patrimônio, com enfoque nas políticas e instrumentos adotados e suas aplicações, utilizando de alguns imóveis selecionados para ilustrar tal realidade. A análise destes casos visa permitir que se estabeleçam perspectivas sobre a articulação entre os instrumentos existentes e os agentes envolvidos, uma melhor relação entre estes, buscando uma melhor eficácia dentro do âmbito da gestão patrimonial.

 

Gabriela de Oliveira Bertuluci

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projeto e tecnologia
Orientador(a):  Glauco de Paula Cocozza

Título: 

ESPAÇOS LIVRES E URBANIDADE Análise dos Aspectos da Praça Como Geradores de Qualidade Sócioespacial Urbana.

Resumo:  
A praça é um dos mais significativos espaços públicos urbanos, peça importante dentro do mosaico da forma urbana. Possui importância histórica e simbólica, contribuindo de modo fundamental para as relações humanas que se desenvolvem na cidade. Praças estão distribuídas pelo tecido urbano, podem ter diversas configurações, podem agregar diferentes usos e usuários, e entende-se que dentro do espaço de uma única praça existe uma grande riqueza de aspectos que podem e devem ser estudados para compreender como se dá a urbanidade da região em que ela está inserida. Através da análise de três praças na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, este trabalho busca comparar as diversas urbanidades que podem ser geradas em razão da localização desses espaços. Foram escolhidas praças em diferentes contextos urbanos e que são bem diferentes entre si, não só em suas localizações, mas também nos seus formatos e usos. O objetivo é compreender que fatores influenciam a urbanidade. Para a realização do trabalho inicialmente foi realizada uma revisão bibliográfica, seguida de três etapas metodológicas: análise morfológica e espacial do entorno e das praças estudadas; observação do comportamento dos usuários e aplicação de entrevistas. Espera-se que este trabalho contribua para a discussão sobre a importância das praças como geradoras de qualidade urbana e na compreensão de que elas são elementos significativos na constituição da urbanidade presente não só nos centros das cidades mas também nas regiões pericentrais e nas periferias.

Mateus Finotti Fontes

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projeto e tecnologia
Orientador(a):  Juliano Aparecido Pereira

Título: 

MOBILIÁRIO URBANO EM UBERLÂNDIA (MG): Estudo da percepção do usuário e diretrizes de projeto

Resumo: 
Neste trabalho, pretende-se estudar as funções e melhores aplicações do mobiliário urbano na cidade de Uberlândia, estado de Minas Gerais, levando-se em consideração a funcionalidade, a estética e ergonomia dos mesmos, a fim de proporcionar maior conforto e praticidade aos usuários. Entende-se a função dos mobiliários urbanos como integradora da paisagem e do espaço urbano, a fim de facilitar tanto o percurso como a estada do usuário, e sua criação deve primar por um desenho mais agradável e funcional, que apresente uma leitura positiva do usuário em relação à integração entre o mobiliário urbano e seu entorno. 
São considerados mobiliários urbanos, postes de iluminação, abrigos de ônibus, acesso ao metrô, cabines telefônicas ou orelhões, placas de sinalização, lixeiras, bancos, esculturas, playgrounds, entre outros. Nessa perspectiva, grosso modo, mobiliários urbanos são elementos que por meio da usabilidade e estética contribuem para a integração da imagem urbana, podendo ser complementos de edifícios ou espaços públicos, de forma a transmitir maior conforto e comodidade aos usuários.
De acordo com o texto da Lei Nº 10.098/2000, a definição de mobiliário urbano é “conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação” (BRASIL, 2000).
Assim, partindo do princípio de que cada cidade deve ter um desenho de mobiliário com qualidade e identidade, atendendo as suas necessidades com excelência, o qual, se funcionar devidamente poderá se tornar ícone e marco referencial é que se pensou neste projeto, ou seja, um estudo sobre o mobiliário urbano da cidade de Uberlândia-MG, com vistas a analisar não apenas a estética, como a função topoceptiva a partir da percepção dos usuários, objetivando a elaboração de diretrizes que auxiliem no desenvolvimento de projetos adequados.

Paula Barcelos Vasconcellos

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projeto e tecnologia
Orientador(a):  Simone Barbosa Villa

Título: 

CO-PRODUZINDO RESILIÊNCIA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: Como avaliar a resiliência através do engajamento?

Resumo:  
São cada vez mais evidentes as mudanças climáticas, políticas e econômicas ocorrentes no mundo, bem como os impactos ambientais e sociais que elas vêm causando nas nossas cidades (STEVENSON, PETRESCU, 2016). Dentro desses impactos e rápidos processos de urbanização, a baixa qualidade da arquitetura e do urbanismo que acaba sendo produzida, principalmente nos países em desenvolvimento, aumentam o nível de vulnerabilidade social que atinge milhões de pessoas, principalmente quando se trata de acesso à habitação (VILLA et al, 2017).
Apesar do governo lançar programas que buscam atender essa demanda e sanar este déficit, são mais que evidentes os problemas associados à produção brasileira de Habitação de Interesse Social (HIS) – como a periferização dos conjuntos e o baixo padrão construtivo das unidades habitacionais (VILLA, OLIVEIRA, SARAMAGO, 2013) – e, quando se trata das classes mais baixas o problema é ainda maior (CABRITA, 1995; MARICATO, 2001), reforçando o caráter de vulnerabilidade social em que se encontram.
Novas agendas urbanas, como a UN-Habitat – World Cities Report 2016 e The City Resilience Index   colocam a resiliência como força motriz de atuação, combatendo esse estado vulnerável proporcionado pelo rápido crescimento dos centros urbanos e demais problemas causados pelos processos inadequados de urbanização. Se faz necessário considerar a resiliência como uma capacidade adaptativa que combate o estado vulnerável, reduzindo/sanando os pequenos e constantes impactos que essas comunidades sofrem, os quais são extremamente prejudiciais a longo prazo. Neste cenário, a presente pesquisa de mestrado se estrutura através do conceito de resiliência social e coprodução, bem como seus impactos no ambiente construído.
Entendendo a capacidade adaptativa e conhecimentos inerentes que essas comunidades, em estado de vulnerabilidade social, vem apresentando diante dos impactos ocorridos, a pesquisa se estrutura a partir do conceito de Resiliência no ambiente construído, ligado a uma perspectiva mais dinâmica de combate a esse estado vulnerável, que identifica os possíveis recursos e a capacidade de adaptação que podem ser utilizados por uma comunidade como forma de sanar problemas que podem resultar dessas mudanças (MAGUIRE, CARTWRIGHT, 2008).
Compreende-se também que a realização de ações sociais compartilhadas em uma comunidade funcionam como um elemento chave para resiliência do sistema a nível de escala humana. Sendo assim, a Coprodução se apresenta, neste contexto, como uma técnica adequada para construir resiliência ao sustentar a cultura das práticas colaborativas como forma de se adaptar aos tempos de crise e austeridade (PETCOU, PETRESCU, 2015), sendo concebidas através da ação local e em pequena escala. 
Desta forma, tendo como recorte, o Residencial Sucesso Brasil - conjunto de HIS do Bairro Shopping Park, da cidade de Uberlândia (MG), a presente pesquisa tem como objetivo principal a partir de pesquisa teórica e aplicação de Avaliação Pós-Ocupação e Coproduções (PETCOU, PETRESCU, 2015), investigar os indicadores de resiliência do bairro a partir da ótica do Engajamento, identificando quais impactos e qualidades determinam essa resiliência, tendo como principais eixos de análise os seguintes elementos: (i) Ambiente construído; (ii) Agentes que interferem na dinâmica local; (iii) Moradores do conjunto.

 

Plínio Sérgio Brandão Mota Junior

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Maria Beatriz Camargo Cappello

Título: 

ARQUITETURA PARA ALÉM DO AMANHÃ

Resumo: 
Esta é uma pesquisa teórica que se propõe a investigar os limites da realização da Arquitetura de proposições sociais, a partir de uma análise crítica de seus fundamentos, tomando como base a relação entre a constituição da Arquitetura Moderna e o processo de Modernização no Brasil. Esse exame será apresentado por meio de uma metodologia sociológica, buscando ultrapassar os limites historiográficos e colaborar com um viés crítico sobre o papel da Arquitetura na cidade do Capitalismo. Para tanto, apresenta-se uma contextualização histórica do advento da Arquitetura como prática de produção do espaço no contexto industrial do capitalismo moderno. Embora a abordagem factual seja um ponto de apoio para a reflexão proposta, não se pretende uma avaliação historiográfica do surgimento ou evolução da Arquitetura Moderna propriamente, mas elaborar um panorama das condições que entrelaçam essa escola ao contexto de produção espacial na cidade capitalista ocidental. Portanto, as visões apresentadas, ainda que referenciadas em uma perspectiva eurocêntrica da historiografia de Arquitetura, ajudaram a compor a trama desse pano de fundo complexo da Modernidade e foram meios de visitação às teorias do Movimento Moderno, percebido como a origem de questionamentos que colaboram com essa problematização e foram sentidos, de alguma forma, no processo de modernização na América Latina. A partir dessa contextualização será possível levantar a problematização e as críticas referentes à mercantilização da Arquitetura e sua integração na produção da cidade capitalista, a fim de formular uma compreensão para além do próprio campo da Arquitetura. Esse levantamento se dará a partir do estudo do processo de modernização que mudou o modelo de acumulação dos países periféricos da América Latina e transformou as cidades brasileiras com o mesmo processo racional de produção implementado com a Arquitetura Moderna. Por fim, a pesquisa se concentrará no tema da Arquitetura Social no Brasil, como eixo de convergência da argumentação precedida, para examinar o entendimento que se dá desse conceito que, embora impregnado pelas formulações das vanguardas modernas, apresenta-se, ao mesmo tempo, discrepante dos princípios morais que carregavam as premissas modernas. Ademais, espera-se refletir, também, sobre a distância que se estabelece entre a produção da habitação social contemporânea e a prática da Arquitetura Social no contexto econômico brasileiro.

 

Samara Ferreira Crispim

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a):  Adriano Tomitão Canas

Título: 

DESIGN, ARTE E CIDADE: experimentações através de intervenções urbanas

Resumo: 
A pesquisa intitulada DESIGN, ARTE E CIDADE: experimentações através de intervenções urbanas surgiu mediante uma particular inquietação referente aos eventos, projetos e objetos de múltiplas escalas concebidos para os espaços da cidade contemporânea, os quais estão carregados de conteúdos que inter-relacionam design, arte e arquitetura.
As inter-relações que os fenômenos artísticos estabelecem com a cidade se estendem e se ramificam, associando-se ao campo do design e ao contexto da cultura, da realidade social e do dinamismo, atingindo distintos sujeitos, estimulando a experiência sensível, a sociabilidade, o intercâmbio cultural e as novas interações indivíduo-objeto-cidade.
Os objetos de análise desta pesquisa são intervenções urbanas propostas por artistas, designers e arquitetos, assim como os contextos e os eventos que lhe deram origem em que as experimentações resultantes destas intervenções proporcionam estímulos que envolvem as diversas percepções humanas e suas distintas relações, relativas do consciente e da imaginação.
Esta face de atuação do design contemporâneo em prol da cidade vai além do suporte das necessidades de interação com o indivíduo relacionada a objetos ou a comunicações, englobando necessidades inerentes à integração social e à coletividade, reafirmando o design como uma atividade em expansão que combina a arte, a ciência e a tecnologia.
Apoiando-me nestas considerações, esta pesquisa busca entender de que modo as intervenções urbanas induzem ao resgate da vitalidade da cidade através da ocupação e da requalificação do espaços através de um processo de investigação que visa contribuir para alargar as reflexões acerca do design no campo expandido, impulsionando a disciplina e a pesquisa científica neste campo relacionada ao seu papel e prática social, promovendo articulações conceituais que auxiliem na construção de soluções para as atuais mazelas urbanas, contribuindo para o estudo dos processos de ocupação e de requalificação das cidades.

 

Schirley Cristiane de Oliveira Brandão

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projetos e tecnologia
Orientador(a):  Glauco de PauLa Cocozza

Título: 

PRODUÇÃO E CONFIGURAÇÃO DOS ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS INTRAURBANOS EM PATROCÍNO-MG

Resumo: 
A trabalho analisa o processo de produção e configuração dos espaços livres públicos intraurbano da cidade de Patrocínio MG. Apresenta se o processo sócio espacial de sua constituição baseado em um resgate da evolução de sua forma urbana, e dos determinantes políticos, físicos e econômicos que a moldaram. Pretende-se assim uma definição mais eficaz dos instrumentos de apoio à construção do espaço livre público e a sua influência concreta na forma de planejar as cidades. 
 A morfologia urbana serve como propósito para a análise, diagnóstico, prescrição e programação dos espaços livres públicos. Nessa visão de aproximar a morfologia urbana da prática profissional, entre planejamento e projeto, está a intenção de agregar a esse pensamento as metodologias e os princípios de configuração física dos espaços livres públicos. Buscou se mostrar como a morfologia urbana pode contribuir com o planejamento urbano, focando nos espaços livres públicos, de forma a projetar para todos, ambientes mais qualificados e melhor fundamentado.
A pesquisa entende como Espaço Livre todo o espaço ausente de edificação, considerando não apenas a função ambiental desses espaços, mas também os espaços não vegetados, palco de apropriações sociais e culturais, atividades econômicas e manifestações políticas. Essa abordagem avança para além da usual denominação de áreas verdes, de lazer e esportivas, considerando, assim, a complexidade e diversidade de usos que os espaços livres contemplam. Dessa forma permite analisar a relação existente entre os espaços livres, constituídos de elementos como ruas e praças, e os espaços construídos, formados pelas edificações, materializados pela ação social.
Buscando compreender todo o processo de produção e configuração dos espaços livres públicos de Patrocinio, foi feito uma análise, caracterizando vários espaços livres em toda a cidade. Através dessa análise foi possível uma leitura, individual desses espaços reconhecendo os seus elementos físicos assim como sua inserção no sistema dos espaços livres públicos de toda cidade.

 

Valeika Carminati

Ingresso: 2017/2
Conclusão: EM ANDAMENTO
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos, projetos e tecnologia 
Orientador(a):  Fernando Garrefa 

Título: 

O COMPORTAMENTO DE VIAGENS EM BAIRROS COM PLANEJAMENTO ESPECÍFICO PARA USO MISTO: EVIDENCIAS A PARTIR DE UM ESTUDO DE CASO EM UBERLÂNDIA-MG

Resumo: 
Com o acelerado crescimento das cidades brasileiras percebe-se um aumento da dependência do uso do automóvel pelos seus habitantes, fato que traz consequências sérias para a mobilidade urbana. Entendendo que os deslocamentos diários de seus cidadãos são realizados por inúmeros modais – carro, moto, ônibus – e que estes não utilizam o espaço da urbe de forma equitativa, fazendo-se evidente pensar os projetos urbanos atuais com foco nas pessoas. Diversas evidências relatadas na literatura dão conta de que um dos fatores a delinear os padrões de viagens urbanas é a relação entre uso do solo, sistema viário e forma urbana. Dessa forma, nos anos 1960 começou-se a colocar em xeque diversos preceitos do urbanismo moderno, como a escala massacrante e o zoneamento monofuncional, identificados como um dos responsáveis pela decadência dos espaços de pedestres e da urbanidade, entretanto, ainda nos anos 1950, a conciliação entre os diversos usos do solo havia começado a fazer parte do planejamento de algumas cidades norte-americanas por meio dos chamados empreendimentos de uso misto. Vale ressaltar que as críticas ao urbanismo moderno tiveram resposta ativa nos anos 1980, pelo grupo intitulado Novo Urbanismo, que propunha um desenho urbano com uso do solo mais diversificado e consequentemente mais propicio à caminhada. As teorias do grupo, em maior ou menor escala, passaram a ter grande alcance e se materializaram em diversas partes do mundo com a criação de bairros planejados de uso misto onde supostamente se legava um desenho urbano mais sustentável, contudo, mesmo arraigado em propostas mais sustentáveis, as ideias do Novo Urbanismo foram criticadas por serem excessivamente mercantilizadas e por esconder, atrás de seus aparentes benefícios, malefícios maiores do que os apresentados na cidade tradicional. Entre eles estaria o fato de que a maioria dos moradores não teria possibilidade de morar e trabalhar no bairro, o que anularia o efeito pretendido de redução dos gastos energéticos com deslocamentos. A partir desses pressupostos, o presente trabalho busca avaliar o comportamento de viagens de moradores em empreendimento com planejamento específico para uso misto buscando traçar um cenário comparativo com a moradia anterior desses moradores.  A partir daí, pretende-se contribuir com a municipalidade e com os empreendedores para o debate em busca de empreendimentos mais sustentáveis tendo como ponto de vista a minimização dos deslocamentos urbanos motorizados. O trabalho se concentrará na análise de um caso pioneiro em Uberlândia-MG, e para tal, serão aplicados questionários e grupos focais, que serão processados por meio de ferramentas digitais de análise espacial permitindo de traçar um quadro analítico de distâncias percorridas pelos moradores em dois cenários, o antigo e o atual. Busca-se com isso, compreender se o bairro de uso misto planejado consegue almejar suas metas de redução do uso de veículos motorizados, seguido do aumento dos transportes não motorizados.

 


André Luiz Borges de Ávila

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

Lugar de Memórias: a construção e a interpretação dos processos de patrimonialização cultural por movimentos sociais culturais em Estrela do Sul – MG

Resumo: 
É notório a importância do patrimônio cultural na construção da identidade dos lugares. Ao tomar Estrela do Sul/MG – cidade que teve seu apogeu e declínio econômico no período diamantino do século XIX no antigo Sertão da Farinha Podre, atual Triângulo Mineiro – como objeto de pesquisa e considerando o patrimônio cultural remanescente de seus processos históricos, a dissertação apresentada dedica-se a compreender as ações de reconhecimento, valorização e patrimonialização de seus bens culturais, por movimentos sociais culturais locais. Pretende-se traçar a trajetória e culturalização das políticas culturais nacionais que reconheceram os processos participativos estabelecidos por movimentos sociais com foco naqueles que elevaram a cultura como ideologia política e elemento de transformação social. Estrela do Sul, se insere, na década de 1980, no contexto nacional. Movimentos sociais culturais surgidos na cidade nesse momento, buscaram em suas tradições e memória, reconhecer a paisagem e o lugar, fomentando ações que, paulatinamente foram incorporadas pelas gestões municipais e instituições locais de preservação, ao reconhecerem as experiências advindas do processo participativo de preservação e a sacralização de seus bens culturais valoradas e representantes da identidade local. Para tal, busca-se um caminho de análise que tenha como linha metodológica, as experiências de construção conceitual do patrimônio pelos grupos e movimentos e que evidencie o vínculo entre patrimônio, identidade e memória, as relações do homem com o meio natural, práticas recorrentes do discurso preservacionista amplificados pelos movimentos culturais e que, propicie múltiplas interpretações, realizadas através da utilização de um arcabouço teórico – com destaque para os conceitos de Lugares de Memória e Paisagem Cultural – que possibilite dinamizar a pesquisa de forma que os temas se inter-relacionem. Delineou-se ainda, em hipóteses iniciais que, de certa maneira, os movimentos culturais surgidos na cidade, perceberam o conceito de patrimônio cultural de Estrela do Sul, de forma fragmentada. Dessa forma, pretende-se que a dissertação final, consiga amarrar as “pontas soltas do novelo” e contribua para que esses patrimônios identificados sejam objetos de pesquisa posteriores e que através de políticas eficientes sejam preservados, que cumpram sua função enquanto elementos de transformação social, educativa e cultural.

 

Gabriela Silva Garcia

Ingresso: 2016/2
Conclusão: Em andamento
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

Qualidade ambiental em edifícios hospitalares: estudo de caso da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Jardim Canaã em Uberlândia-MG

Resumo: 
A avaliação pós-ocupação (APO) é uma metodologia que propõe um processo de avaliação sistêmica do desempenho do ambiente construído depois de ocupado, com o objetivo de aprimorar a qualidade e o ciclo de vida das futuras edificações, fazendo prosperar os aspectos positivos e evitando a repetição de erros. Quando aplicada em ambientes de saúde, exige não apenas conhecimento técnico em arquitetura, como também em psicologia, metodologia e de normas reguladoras de projeto, configurando-se, assim como uma análise altamente complexa e multidisciplinar.
Embora seja um instrumento largamente empregado para análise de edifícios habitacionais e comerciais no Brasil desde a década de 1980, a APO tem sua aplicação em EAS ainda bastante limitada no país, muito em parte pela própria produção científica acerca da arquitetura hospitalar ser relativamente recente, se comparada aos países desenvolvidos.
Assim, tendo em vista a carência de estudos na área e admitida a importância da avaliação do ambiente construído hospitalar, fica evidente a necessidade de aprofundar os estudos nesta temática e, mais ainda, em levá-lo à prática pela proposição de estudo de caso como forma de validação de teorias. Esta pesquisa surge, portanto, como uma proposta de investigação dos parâmetros que conferem qualidade ao edifício hospitalar e posterior aplicação da metodologia de APO na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Canaã em Uberlândia-MG, adotada por representar um novo modelo de projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde voltado à atenção básica, e, portanto, replicável em todo o território nacional. O objetivo deste projeto é, portanto, avaliar o objeto em quatro frentes de análise: técnica, qualidade ambiental, adequação às normas e satisfação do usuário. Dessa forma, pretende-se identificar os fatores positivos e negativos desta edificação, traçando para este último caso, recomendações, que minimizem estes problemas e constituam uma base segura para entendimento do edifício e referência para futuros projetos.

 

Giovanna Augusto Merli

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Maria Eliza Alves Guerra

Título:

Lugar de mulher é na cidade: desenho urbano para inclusão de gênero na cidade de Uberlândia

Resumo:
O ponto de partida do presente trabalho é o entendimento de que as relações de dominação de gênero, como relações sociais, se materializam no espaço urbano. E o resultado disso é a forma desigual em que as mulheres acessam os espaços urbano, equipamentos, serviços e oportunidades. Dessa maneira o objetivo geral do trabalho é o desenvolvimento e aplicação de métodos para a inclusão de gênero nos espaços urbanos, tendo como objeto a cidade de Uberlândia, a partir de diretrizes de planejamento e propostas de desenho urbano. Para isso, compreende-se a inclusão de gênero no espaço urbano como um instrumento do cumprimento da função social da cidade, lançando mão do desenho e do planejamento urbano como ferramentas de intenção política e ideológica, que neste trabalho buscam alcançar tanto a inclusão de gênero quanto o cumprimento da função social da terra. Assim, o método é elaborado em três frentes, que se relacionam e combinadas dão suporte ao produto propositivo desse trabalho. A primeira frente de análises quantitativas e qualitativas, tanto dos dados referentes à cidade de Uberlândia a partir de referência de gênero, quanto dos projetos e políticas já existentes e sua influência nas questões de gênero. Combina-se a participação do recorte populacional em questão, mulheres da cidade de Uberlândia, entendendo a necessidade de se especializar as demandas dos sujeitos urbanos. O último eixo, o desenho, como expressão propositiva das conclusões e diretrizes elaboradas ao final da pesquisa. Por conseguinte, em concordância com os objetivos determinados para essa dissertação, são desenvolvidas diretrizes e propostas de ação, intervenção e ambiência urbana que respondam as demandas levantadas pelas analises dos questionários e dos dados socioeconômicos e culturais da cidade objeto. Tais propostas e diretrizes buscam exercer resultados práticos na relação das mulheres com o espaço urbano, de forma a corresponder ao que foi levantado pelos questionários. Intervindo nas diferentes escalas do espaço urbano, cidade, bairro e rua/ quarteirão, e tratando das dimensões temáticas de influência elencadas pela metodologia, acesso aos espaços, combate a divisão sexual do trabalho, segurança e vulnerabilidade socioeconômica. Pensando em propostas que sobreponham essas escalas e dimensões. Acredita-se que este trabalho tenha gerado resultados específicos de desenho e diretrizes urbanas para a cidade de Uberlândia, que dão condições ao avanço de políticas urbanas, diretrizes e desenho, que se proponham a pensar cidades afirmativas e que se posicionem contra relações de opressão e violência de gênero. Subsidiando, assim, discussões metodológicas e trazendo um compilado de soluções projetuais que articulam a temática de interesse.

 

Guilherme Silva Graciano

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Beatriz Ribeiro Soares

Título:

Alternativas para as cidades do campo: o planejamento territorial do continuum urbano-rural através da análise de Monte Alegre de Minas

Resumo:
Como planejar o território municipal de pequenas cidades, que têm estreita relação com o mundo rural? A presente pesquisa levanta a discussão a respeito da abordagem territorial do planejamento em municípios pouco populosos e com parte significativa de sua população residindo na área rural, discutindo como arquitetos e urbanistas podem abordar o território, encarando-o como um continuum urbano-rural no planejamento. Aborda-se a discussão a respeito do real tamanho do espaço urbano no Brasil e a necessidade de classificação dos municípios segundo seu grau de urbanização e relação com a área rural para o aprimoramento de políticas e planos que estejam mais próximos da realidade territorial do país, assim como, analisa-se o espaço municipal de Monte Alegre de Minas-MG, objeto de estudo desta pesquisa, com o intuito de descrever a formação de seu espaço urbano e municipal analisando como a área urbana e rural do município se desenvolveu. Por fim, são abordadas alternativas de urbanizações para as pequenas cidades e o território rural, apresentando o que arquitetos, planejadores e a ONU indicam para o planejamento destas áreas, assim como, são sugeridas estratégias que podem ser adotadas em Monte Alegre- MG para que o município possa desenvolver seu território municipal de forma mais coesa, incluindo a área rural no planejamento. A contribuição desta pesquisa está na ampliação da discussão a respeito do planejamento territorial que aborda as áreas rurais e urbanas de forma integrada e nas propostas de estratégias de planejamento para Monte Alegre de Minas, município com parte significativa da população vivendo no campo e que está em vias de discutir a implementação de seu primeiro Plano Diretor.

 

Juliana Silva Arantes

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

Análise do setor terciário em empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV): um estudo de caso em loteamentos do bairro Shopping Park em Uberlândia-MG

Resumo:
O presente trabalho aborda a discussão do surgimento de comércio e serviço em empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS). Nesse sentido, o objetivo principal desta pesquisa é compreender o papel socioespacial do setor terciário em alguns loteamentos do bairro Shopping Park, na cidade de Uberlândia-MG, oriundos do Programa Nacional de Habitação Social (Minha Casa Minha Vida - PMCMV). A região é caracterizada principalmente pela distância e pela dificuldade de acesso às centralidades urbanas. Além disso, são notáveis a escassez e a precariedade das instalações públicas nessa área. Isso significa que essas habitações são extremamente frágeis e vulneráveis do ponto de vista físico, territorial e social. No entanto, é notado que os moradores continuam a superar as dificuldades e adaptar o ambiente local para melhorar sua qualidade de vida. Uma dessas adaptações são os estabelecimentos comerciais e de serviços, anexado em suas casas. Nesse sentido, propõe-se uma análise dos estabelecimentos e do seu mercado consumidor. Assim, é necessário compreender o contexto em que o empreendimento foi implantado e sua inserção urbana na cidade – por meio de levantamento de dados, análise espacial e entrevistas; compreender a Política Nacional de Habitação e especificamente, o Programa Minha Casa, Minha Vida – por meio de uma revisão normativa nas legislações pertinentes; caracterizar o setor terciário no Estudo de Caso – por meio do levantamento de campo e dos questionários aplicados aos empreendedores; diagnosticar o perfil do comerciante, traçar o perfil socioeconômico da população e, por fim, conhecer as necessidades, opinião e satisfação dos moradores – por meio de questionários. A pesquisa pretende, pois, contribuir para possíveis reavaliações da política habitacional nacional bem como fomentar discussões e pesquisas a respeito do setor terciário em empreendimentos do PMCMV, a partir do entendimento das necessidades além do “abrigo”, sem provimento efetivo do direito à cidade - infraestrutura, transporte, equipamentos sociais e comércio.

 

Karen Carrer Ruman de Bortoli

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

Avaliando a resiliência no ambiente construído: adequação climática e ambiental em habitações de interesse social no Residencial Sucesso Brasil (Uberlândia/MG)

Resumo:
Habitações de interesse social (HIS) produzidas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) no Brasil geram importantes impactos sobre o meio ambiente que as inclui. Dentre esses impactos, destacam-se o desperdício de materiais construtivos, altos gastos com energia elétrica e a depredação de áreas verdes. Esses impactos derivam, principalmente, da baixa capacidade das HIS ofertadas em adaptarem-se à evolução dos perfis familiares e em resistirem aos recentes efeitos das mudanças climáticas, demonstrando sua mínima resiliência. A resiliência no ambiente construído é entendida como a capacidade deste em resistir, adaptar-se e/ou transformar-se para lidar com mudanças. Interessa que tais capacidades sejam previstas e viabilizadas pelo projeto do ambiente construído em questão. A resiliência é uma qualidade que projetos de HIS brasileiras devem especialmente possuir, visando otimizar o uso de recursos destinados à sua produção e posterior manutenção. A presente dissertação teve como objetivo geral analisar a resiliência no ambiente construído de HIS, com enfoque em dois de seus atributos facilitadores: “adequação climática” e “adequação ambiental” . Foram desenvolvidos procedimentos metodológicos de Avaliação Pós-Ocupação (APO) para observar impactos, vulnerabilidades e capacidades adaptativas, relacionados àqueles atributos, em estudo de caso sobre um empreendimento do PMCMV intitulado Residencial Sucesso Brasil (situado em Uberlândia/MG). Os resultados obtidos amparam a obtenção de HIS mais adequadas ao clima e ao meio ambiente em que se inserem, facilitando a manifestação de sua resiliência. Afinal, a pesquisa desenvolvida buscou alinhar-se aos objetivos de agendas urbanas de relevância internacional, que colocam a resiliência como motor no combate à vulnerabilidade das grandes cidades.

 

Pedro Henrique Melo de Oliveira

Ingresso: 2016/2
Conclusão: Em andamento
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza

Título:

Metropolização e morfologia urbana – estudo sobre a reestruturação urbana no polo da Região Metropolitana de Goiânia

Resumo:
O tema a que se dedica este projeto de pesquisa é o estudo das transformações da estrutura1 intraurbana associadas ao processo de metropolização, em particular, as ocorridas na Região Metropolitana de Goiânia (RMG). A intenção da pesquisa é sistematizar o estudo dessas transformações decorrentes da metropolização entre os anos 2000 e 2010, em cinco municípios conurbados: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade e Goianira. Pretende-se compreender a evolução urbana de cada município associada a esse processo de metropolização, ou seja, obter uma visão de conjunto, em que estejam relacionados os impactos da metropolização sobre o território de cada cidade, sem perder de vista o tecido metropolitano que estão conformando. Para realizar a pesquisa, conta-se com o arcabouço da Morfologia Urbana, em especial, do método histórico-geográfico2, que sistematizará a tarefa de análise urbana sobre as evoluções e estruturas intraurbanas de cada município.

 

Priscila Pires Corrêa Neves

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Luiz Carlos de Laurentiz

Título:

Práticas artísticas, setor sul, Goiânia-GO: apropriação e grafitagem na fisionomia urbana de um bairro-jardim

Resumo:
O graffiti fenômeno ainda visto por muitos como prática marginal e transgressora tem-se transformado numa importante ferramenta em favor da reurbanização de áreas abandonadas e esquecidas pela sociedade e poder público. Através da intervenção o artista urbano constrói na atmosfera fria e vazia, imaginários e cores. Para os que passam fica no contato visual um cenário cheio de dizeres e imaginários e para o espaço público o imã que atrai para si curiosos e contempladores da arte e do bairro-jardim. Novas sociabilidades foram construídas ao longo dos anos, no Setor Sul em Goiânia-GO. Projetado pelo arquiteto Armando de Godoy e Werner Sonnenberg e à luz dos conhecimentos das teorias de Ebenezer Howard (1902) acerca da cidade-jardim e as referências citadinas de Radburn (1929) e Letchworth (1905) projetadas pelos arquitetos Unwin e Parker de traçados orgânicos, áreas verdes, formado por culs-de-sac – vielas, o bairro representa a espiritualidade transfigurada no desejo de pertencer e ao mesmo tempo no desprezo de seus moradores e do poder público. À espera de mudanças e de dar usos aos jardins internos a sociedade num movimento “faça-você-mesmo” construiu a nova paisagem urbana do bairro-jardim. As expressões urbanas como pichações, graffitis, etc., dialogam com muros, postes, caixas de telefonia pública e áreas verdes. Do processo de degradação do espaço, o fenômeno urbano, além de requalificar o lugar, decifra a história da cidade, a arte, o corpo e a política da sociedade. Identidade e sujeito, segundo Sartre, é o que entende-se por um ponto de referência para se ter característica ou referência. Essa pesquisa investiga o processo histórico ocorrido no Setor Sul assim como o fenômeno urbano do graffiti, símbolo de um processo de ocupação, resistência e persistência dos novos comportamentos sociais na cidade, além do paradoxo do desejo das vivências e descaso nas áreas verdes pelos próprios moradores. O graffiti ainda enfrenta o preconceito da sociedade por ser, em sua essência, prática de contestação e marginalidade. Parte da sociedade ainda considera que o graffiti está distante do que se entende como arte e os muros grafitados passam a ser apenas uma ação transgressora contra a cidade. Por outro lado a prática urbana possui papel fundamental para a retomada das áreas desprezadas pelo poder público e pelos moradores locais, transformando-os numa ferramenta de reurbanização voluntária e que faz ressurgir, para as pessoas que passam ou para aqueles que vão apenas contemplar o local, um cenário cheio de dizeres, imaginários e cores. A sociedade capaz de urbanizar e requalificar com pequenos custos a área que por décadas não tem a intenção adequada do poder público. De uma idealização bastante planejada a uma atmosfera urbana tomada pela arte sem intenção de ser. Essa pesquisa investiga o processo histórico e decadente das áreas verdes do Setor Sul. O reflexo corrosivo do setor é resultado do grave processo de gentrificação que a capital vem sofrendo. A expressão urbana apropria destes vazios urbanos, das áreas indesejadas e impulsiona o uso dos jardins internos no Setor Sul.

 

Rafaela Borsato Belo

Ingresso: 2016/2
Conclusão: 2018/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Maria Beatriz Camargo Cappello

Título:

A preservação da arquitetura moderna em cidades de pequeno porte: análise e investigação da Vila dos Operadores de Jaguara em Sacramento-MG.

Resumo:
A pesquisa analisa a preservação do patrimônio cultural em cidades de pequeno porte e as dificuldades encontradas para que determinados exemplares tenham reconhecidos seus valores culturais. Assim, investiga o caso da Vila dos Operadores de Jaguara cujo exemplo sintetiza as problemáticas do reconhecimento do patrimônio cultural, advindo da arquitetura e do urbanismo do Movimento Moderno, como também as dificuldades que municípios menores apresentam no reconhecimento dessa arquitetura e urbanismo como portadores de valores a serem resguardados na atualidade. Portanto, objetiva compreender os obstáculos que a cidade de Sacramento-MG, demograficamente considerada de pequeno porte, apresenta no reconhecimento do valor de um patrimônio cultural e também na efetiva preservação desse patrimônio, tendo em vista que a Vila dos Operadores de Jaguara não é reconhecida como portadora de tais valores e tampouco possui sua estrutura resguardada por nenhuma esfera de órgãos oficiais de preservação estando, assim, à mercê de investimentos privados e consequentemente de intervenções pouco responsáveis. Para tanto, utilizou-se de aportes teóricos para a leitura do território e da história da cidade de Sacramento e também do contexto histórico, político, econômico e social da Vila dos Operadores de Jaguara, inicialmente levantados pelo Núcleo de Pesquisa em Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia. Desse modo foi possível refletir sobre o reconhecimento da arquitetura e urbanismo modernos em uma cidade de pequeno porte; o papel da administração pública municipal na proteção do patrimônio cultural na cidade de Sacramento; as particularidades recorrentes do porte da cidade, no que tange à preservação do patrimônio cultural e também no papel de setores públicos federais que, nesse caso, surge na figura da universidade pública.


 

Ana Paula Borghi de Avelar

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Luiz Carlos de Laurentiz

Título:

A arquitetura moderna religiosa brasileira: nas revistas Acrópole e Habitat entre os anos de 1950 a 1971

Resumo:
Essa dissertação teve como objetivo fazer um levantamento de dados documentais referente à arquitetura moderna religiosa brasileira dentro de periódicos brasileiros especializados em arquitetura, sendo eles Acrópole e Habitat, revistas paulistanas, no período de 1950 a 1971. O recorte temporal feito leva em conta o auge da arquitetura moderna brasileira e início da revista Habitat até o encerramento das atividades de ambas Habitat (1965) e Acrópole (1971). Para isso, analisamos a apresentação destas publicações bem como a quantidade de projetos publicados e as características da arquitetura moderna brasileira, apresentadas nestes projetos, para a análise adotamos a metodologia de Panofsky, referente à iconografia e iconologia. A escolha deste tema levou em consideração a importância dos espaços religiosos para a sociedade e para arquitetura brasileira, não somente pela utilização das técnicas inovadoras e novos materiais, mas também pelo rompimento com as tendências anteriores e a importância que teve para a formação de uma identidade nacional. No campo religioso, a arquitetura moderna brasileira teve início com a Capela da Pampulha, em 1943, obra do arquiteto Oscar Niemeyer, que rompeu com tudo que havia se utilizado até então para um templo católico, trazendo uma estrutura utilizada por hangares e pontes para cobertura de uma igreja, inovando completamente arquitetura brasileira fazendo com que o concreto armado se sujeitasse plasticamente a formas inusitadas. Baseada em toda a sua significância para o campo arquitetônico a Capela da Pampulha foi tombada com apenas três anos de construção sendo o primeiro edifício moderno inscrito no livro do Tombo das Belas Artes. Dando início à liberdade de criação para os arquitetos modernos, que mesmo em meio a muita discussão com a Igreja, conseguiram explorar ao máximo as características da arquitetura moderna produzindo uma coletânea de projetos belíssimos, os quais, muitos destes foram registrados pelas revistas.

 

Ana Paula Seabra Marega Zago

Ingresso: 2015/2
Conclusão: Em andamento
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

ASPECTOS CONTEMPORÂNEOS DO MORAR PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE NA HABITAÇÃO: PILOTO UBERABA

Resumo:
Na contemporaneidade, além dos vários significados da habitação, as relações estabelecidas pelas variadas composições sociais trazem uma teia complexa de perguntas envolvendo a qualidade atual deste ambiente construído. A busca de respostas para esta questão vai além das vedações do abrigo, ela leva em consideração o espaço de morar com o espaço da cidade e esta percepção não se relaciona apenas ao que sente (como calor, frio, sede), ou como se sente no meio em que se vive (relações sociais), elas são dependentes.
As avaliações da qualidade dos espaços de morar, no campo da arquitetura, possuem conotação de valoração do ambiente construído, expondo percepções objetivas ou subjetivas, tanto de usuários como de especialistas, podendo ser aplicadas em diferentes fases do ciclo de vida da construção. No caso da Avaliação Pós-ocupação (APO) para habitação, torna-se mais eficaz o uso da interdisciplinaridade, trazendo maior coerência dos resultados, com abordagem em três escalas: o entorno (local de inserção do objeto), a unidade (“edificação como unidade”) e os cômodos (“ambientes específicos”).
Além do exposto anteriormente, a desconsideração das novas composições familiares, a posição da mulher como arrimo de família, a noção de privacidade, as novas tecnologias, o uso da casa como local de trabalho, entre outros, são aspectos que não se encaixam de forma qualitativa em projetos baseados nos modelos da tripartição burguesa, de meados do século XVIII, onde considera a divisão dos espaços de acordo com sua função social, íntimo e serviços, atualmente com dimensões bastante reduzidas.
Neste sentido, esta dissertação de mestrado, intitulada “Aspectos Contemporâneos do Morar para avaliação da Qualidade na Habitação: piloto Uberaba – MG”, em desenvolvimento no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Curso de Mestrado, junto à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia tem por objetivo a identificação e classificação de aspectos contemporâneos, atuantes na percepção da qualidade dos espaços de morar pelos indivíduos usuários, a fim de estabelecer banco de dados para avaliações pós-ocupações em habitações de quaisquer tipologias regulares urbanas recorrentes, que poderão contribuir para fomentar futuros processos de APO na habitação. Este trabalho também se insere no grupo de pesquisa [MORA] pesquisa em habitação – grupo de pesquisa registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) - Brasil, que tem como meta principal, em suas pesquisas, a busca por avanços metodológicos na área de APO.
A presente pesquisa pretende, com o auxílio da ferramenta de avaliação pós-ocupação, enfocar os aspectos funcionais, comportamentais e ambientais do morar, de habitações contemporâneas brasileiras em uso. Dentre estas serão consideradas apenas as moradias regulares urbanas mais frequentes (unidades horizontalizadas ou verticalizadas, em condomínios ou em loteamentos) com áreas entre 30 a 250 m², onde se ponderarão todas as classes sociais, excluindo os extremos (extrema pobreza – favela cortiço, habitações irregulares e extrema riqueza – casa ou apartamentos com área superior a 250 m²).
Para isso pretende-se (i) identificar métodos de avaliação pós-ocupação já desenvolvidos em pesquisas anteriores, analisando como os aspectos (itens da avaliação) são organizados e avaliados; (ii) estudar os modos de morar na contemporaneidade, levando em consideração a influência dos aspectos subjetivos e objetivos na qualidade percebida pelos moradores – tanto em relação aos espaços físicos, quanto às relações entre os indivíduos – com o intuito de estabelecer parâmetros e aspectos que auxiliem na avaliação pós-ocupação destes espaços; (iii) analisar de que forma os aspectos definidos no item anterior podem variar em diferentes tipologias habitacionais urbanas (unidades horizontalizadas ou verticalizadas, em condomínios ou em loteamentos), verificando suas especificidades e aspectos convergentes, a fim de estabelecer os recortes da avaliação; (iv) sistematizar as informações obtidas que poderão alimentar novos processos metodológicos de avaliação pós-ocupação digital e bancos de dados sobre o morar.
Ao final, a identificação e organização destes aspectos em gráficos, a partir de informações coletadas pelo questionário, poderão ressaltar a importância da APO na aproximação dos agentes desenvolvedores do projeto e os usuários moradores, contribuindo de forma positiva no desenvolvimento de novos projetos com maior qualidade, onde os desejos e necessidades dos usuários moradores da contemporaneidade sejam considerados em novos projetos e também em futuros processos avaliativos.

 

Andreia de Freitas Lopes

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

Espaços de saúde na história da cidade de Uberaba: o hospital como patrimônio cultural

Resumo:
A pesquisa investigou o surgimento das instituições de saúde em Uberaba, no decorrer do século XIX até 1960, procurando compreender as possíveis relações entre as preocupações com a saúde pública e a salubridade das cidades então vigentes, e as soluções adotadas para a implantação destes equipamentos no contexto local e sua importância para os processos de urbanização da cidade. Neste contexto destaca-se o primeiro hospital da cidade, a Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, fundada em 1858, pelo missionário capuchinho Frei Eugênio Maria de Gênova, e que, durante todo o século XIX, foi a única instituição a prestar serviços de saúde na cidade e região. Apenas no início do século XX outras instituições seriam abertas, como: a Casa Nossa Senhora de Lourdes (1905), o Sanatório São Sebastião (1922), o Sanatório Espírita de Uberaba (1928), o Sanatório Smith (1933), o Sanatório Dr. Sabino (1940), o Hospital da Associação de Beneficência Portuguesa (1947), o Hospital Santa Cecília (1955), o Hospital Dr. Hélio Angotti (1959) e o Hospital e Maternidade São Domingos (1960). Apesar do desenvolvimento, consolidação e importância de outros centros urbanos que contam com assistência hospitalar próximos a Uberaba, como Uberlândia e Ribeirão Preto, a cidade se mantém, até hoje, como um importante centro de referência hospitalar na região. Ademais o trabalho também buscou investigar a importância destes hospitais para a cidade, contribuindo assim para o melhor conhecimento destas instituições, a valorização e a salvaguarda da memória e do patrimônio cultural da saúde em Uberaba.

 

Letícia Vasconcelos Morais Garcez

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

Investigação sobre aproximações e singularidades nos métodos e processos de projeto em arquitetura e design: da teoria à prática dos escritórios

Resumo:
A similaridade teórica, técnica, prática e metodológica que permeia a Arquitetura e o Design, se apoia no fato de ambos utilizarem seus conhecimentos para ordenar e configurar soluções projetuais. No Período Moderno Brasileiro, notava-se que as interlocuções entre profissionais de Arquitetura com o campo do Design, ocorriam em consequência do modo de pensar o projeto, de maneira plural, como também, devido à ausência de profissionais formados especificamente em Design. Um dos motivos que agravavam essa situação está no fato de que o ensino de design, propriamente dito, se inicia tardiamente no Brasil, ocorrendo apenas a partir de 1963, com a abertura da ESDI, que pretendia uma formação específica em Design, bem como pelo oferecimento de disciplinas características da área no curso de Arquitetura da FAU-USP. Assim, a formação de especialistas em design foi então impulsionada pela busca de respostas para as demandas industriais, sociais e econômicas. Nesse sentido, o objetivo principal deste estudo é abordar as questões de metodologia de projeto da Arquitetura e do Design, identificando situações de aproximações e singularidades em seus contextos teóricos e práticos. Atualmente nota-se no mercado brasileiro grupos de escritórios cujo o foco pode-se definir segundo três categorias: arquitetura, design e ambos de forma integrada. Assim se define o objeto de estudo da pesquisa, que conta com o levantamento e seleção de cinco escritórios, segundo as categorias citadas, localizados na região sudeste do país, tendo como eixo as capitais dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cada um dos escritórios foi analisado por meio de comparação verificando os métodos e processos de projetos utilizados, a fim de atestar se, na prática profissional do Brasil, estas atividades possuem interlocuções nos métodos de criação empregados nos projetos. São estas investigações que permeiam a formação do projetista, bem como o seu processo de projetar, que aqui serão abordadas. A relevância deste estudo se afirma no fato de que, apesar de existirem literaturas específicas sobre metodologia de projeto de Arquitetura e metodologias de Design, ambos apresentam similaridades em seus processos de projeto, sejam elas por meio da utilização das mesmas etapas e sequências ou dos métodos empregados.

 

Lorrayne da Silva Brito

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

A oferta de equipamentos urbanos e a percepção da qualidade de vida urbana: o estudo do bairro Santa Mônica no município de Uberlândia - MG.

Resumo: 
A partir da segunda metade do século XX, um intenso processo de urbanização se torna visível nas cidades brasileiras, principalmente desencadeado pelo avanço do capitalismo e da revolução técnico científica que com atraso chegou nesse país. O resultado visível desse fenômeno pode ser observado no crescimento desordenado das cidades e consequentemente da população urbana, processo acentuado pelo êxodo rural que teve como precursoras a industrialização e a modernização agrícola. Dessa forma, acompanhando tais expansões, vieram as consequências facilmente percebidas e já largamente examinadas como: problemas de ordem ambiental, social e urbanísticos, os quais acredita-se que têm afetado drasticamente a qualidade de vida de suas populações. Buscando entender como esses fenômenos estavam conectados a uma maior ou menor percepção da qualidade de vida pela população, essa dissertação se centra em uma análise comparativa em duas áreas inseridas no bairro Santa Mônica em Uberlândia - MG. A metodologia que combinou diferentes ferramentas buscou conhecer aspectos físico-territoriais - por meio da aplicação de técnicas já estabelecidas em estudos anteriores – e cruzar seus resultados com a aplicação de questionários aos moradores em que esses foram instados a avaliar sua percepção de qualidade de vida urbana. Para tal, esse estudo se construiu a partir do cruzamento de dados oriundos de avaliação de aspecto técnico, amparados em marcos referenciais, com outros dados advindos da ausculta à população. Assim, procurou-se estudar, de que forma, e se a presença de melhores ou piores indicadores urbanísticos se traduzem em uma melhor ou pior percepção de qualidade de vida pelos cidadãos. Entre os aspectos urbanísticos, foram utilizadas ferramentas que avaliaram: i) a Qualidade dos Transportes, ii) a Oferta de Equipamentos, Comércio e Serviços e iii) a Rede de Circulação de Pedestres, agregadas a percepção dos moradores sobre os três temas analisados. Embora os indicadores não demonstrem resultados muitos satisfatórios, principalmente na Oferta de Equipamentos, Comércio e Serviços, de uma maneira geral, os moradores se mostraram satisfeitos com a qualidade de vida urbana propiciada por seu bairro. Nos questionários, foram elencados problemas específicos da área de estudo a partir da avaliação dos próprios moradores, principalmente em relação à acessibilidade das calçadas e frequência do transporte público. No entanto, tal avaliação não impediu que se sentissem satisfeitos quanto à qualidade de vida urbana. Uma das possíveis justificativas pode ter relação com a renda média mais elevada que em bairros periféricos, o que possibilita a essa população uma maior desvinculação das atribuições do Estado em itens como transporte, saúde e educação, que são adquiridas de entes privados. Além disso, também avalia-se que sendo um bairro já bastante consolidado, as noções de pertencimento e estima acabaram influenciando a uma avaliação mais positiva por parte dos moradores, mesmo quando as evidências coletadas na pesquisa de campo apontem para os mais diversos problemas. Por fim, espera-se que esse trabalho possa contribuir à temática da qualidade de vida urbana, aos estudos que buscam qualificar a inserção urbana e também contribuir com gestores públicos e planejadores para a ampliação da noção de qualidade de vida em nossas cidades.

 

Marcel Alessandro Claro

Ingresso: 2015/2
Conclusão: Em andamento
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

A utopia nos projetos do arquiteto Sergio Bernardes: o Hotel Tropical de Manaus

Resumo: 
As utopias sempre estiveram associadas a uma procura pelo mundo perfeito e aos processos críticos de reflexão sobre a sociedade e suas relações com os indivíduos. 
Além do seu caráter teórico e idealista, é transformadora, crítica e está presente nas reflexões e pensamentos de arquitetos e artistas por sua capacidade de gerar novas realidades e futuros, onde podem se transportar a um mundo imaginário, numa natureza crítica da realidade, para criar suas próprias utopias em realidades imaginadas e com a liberdade de propor quaisquer tipos de soluções sociais, políticas, espaciais, visuais. 
Para tanto, é necessário o estudo sobre as utopias exercitadas na arquitetura e urbanismo e os seus possíveis desdobramentos nas soluções e experimentações projetuais e compreender as bases utópicas do movimento moderno e o modo peculiar de sua vigência no Brasil e o nome que mais se destaca quando associado às utopias da modernidade é o do arquiteto Sergio Bernardes.
Sergio Bernardes teve uma produção arquitetônica repleta de inovações formais, espaciais e o uso de novos materiais, sistemas estruturais e técnicas construtivas que refletem sua aproximação com as pesquisas científicas nas áreas de cibernética, engenharia, indústria naval, espacial, automotiva e bélica. Seus projetos abarcam escalas que vão do desenho de mobiliário, e veículos, passando pelos vários programas arquitetônicos até o planejamento urbano e territorial.
Pretende-se com esta pesquisa verificar como as ideias e princípios utópicos da modernidade na arquitetura e no urbanismo se inserem na obra do arquiteto Sergio Bernardes e do Laboratório de Investigações Conceituais - L.I.C. através da análise de uma obra específica nas suas três versões, o Hotel Tropical de Manaus e produzir modelagens tridimensionais virtuais do projeto que permitam percursos livres para a experienciação do espaço projetado por Bernardes.
A pesquisa sobre Sergio Bernardes e a utopia em suas obras pode trazer uma ampliação das discussões sobre suas obras no campo das pesquisas sobre o arquiteto que possui uma imensa quantidade de trabalhos que não foram estudados ou pesquisados.

 

Matheus Maramaldo A. Silva

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza 

Título:

IIpês, Mulungus, Sucupiras e Murtas: discussão de fitopatologias urbanas em ruas - o caso de Uberlândia

Resumo: 
Um assunto que tem se beneficiado do boom midiático gerado pelo termo "sustentabilidade" é o da vegetação urbana. Nossas cidades buscam trazer novamente a natureza por conta dos altos níveis de estresse, de pavimentação e de poluição, sendo as plantas um ponto fundamental para esse reequilíbrio. Embora necessária, tal questão tem sido tratada com certa negligência (poder público e população), podendo trazer mais problemas do que soluções visto a falta de planejamento e de conhecimento de plantio (fitopatologias urbanas), principalmente nas ruas de nossas cidades. Assim, este texto busca reforçar este campo do conhecimento que se apresenta como uma lacuna, buscando aprimorar as ferramentas de análise de forma menos restrita do que somente com parâmetros biológicos, aplicando também olhares paisagísticos e urbanísticos. O foco serão as ruas e a interação que há com a vegetação por meio das perspectivas dos problemas de implantação e do conhecimento morfourbanístico das áreas, tendo a cidade de Uberlândia o suporte físico de análise.

 

Milton da Luz Filho

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2018/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação 
Orientador(a): Maria Beatriz Camargo Cappello

Título:

Recepção da arquitetura moderna brasileira na revista portuguesa Arquitectura: 1940-1960

Resumo: 
O presente trabalho buscou o esclarecimento das questões históricas, políticas e culturais envolvidas na formação das sociedades portuguesa e brasileira ao estabelecer um diálogo entre arquitetura moderna e relações internacionais afim de esclarecer como foi recebida em Portugal a arquitetura moderna brasileira, entre as décadas de 1940 e 1960. Desta confluência de fatores, destas percepções singulares, procurou-se analisar como a arquitetura moderna brasileira é recebida pela sociedade portuguesa, por meio da revista portuguesa Arquitectura entre as décadas de 1940 e 1960. Pretendeu-se levantar o panorama da arquitetura brasileira veiculada pela revista Arquitectura buscando verificar o papel da revista na construção da historiografia portuguesa que aponta a influência da arquitetura moderna brasileira sobre a arquitetura moderna portuguesa.

 

Rossana Batista Ferreira Lima

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Maria Eliza Alves Guerra

Título:

A criança e a cidade: estudo de percepção ambiental em espaços infantis públicos em Uberlândia-MG

Resumo:
Em um conceito mais contemporâneo, alguns estudos ampliam a visão do espaço urbano e de sua função na cidade, criando o chamado Sistema de Espaços Livres, que compreende qualquer espaço livre de edificações, independente de suas dimensões, qualificação estética e funcional e localização, de modo a compor a paisagem urbana juntamente com o espaço construído. Dentro deste contexto, o espaço público tem sua importância como dinamizador social e facilitador de contato direto das pessoas entre si e de sua participação efetiva como cidadãs. Com as intensas transformações do espaço urbano e, principalmente do espaço público ao longo da história, o público infantil se vê prejudicado em razão da perda do significado da rua como espaço do brincar. O parque infantil surge como o espaço social da criança, o espaço da brincadeira, do relacionamento e da convivência, influenciando positivamente as emoções desde a infância. As vivências futuras da infância dependerão do ambiente que a criança cresceu e das informações sensório-motoras que ela adquiriu brincando. Por isso, justifica-se o desenvolvimento desta pesquisa, que tem como objetivo a busca de recomendações para a melhoria ambiental/urbanística que reforce a relação usuário-ambiente em dois espaços infantis localizados na cidade de Uberlândia-MG. Para isso, a pesquisa foi estruturada em duas fases: métodos de visão do pesquisador - Análise Morfológica com ênfase nos espaços livres, Passeio Walkthrough e Mapa Comportamental centrado no lugar; e métodos de visão do usuário - Constelação de Atributos e Mapa Mental. Os atributos utilizados para a análise do pesquisador, baseados no Diagrama de Lugar da PPS, também serviram para a unificação dos métodos em um esquema de descobertas. Os resultados, dispostos em uma tabela de recomendações, apontam melhorias para os espaços pesquisados. Espera-se que este trabalho seja referência para outros estudos sobre a temática, mostre a importância e a escassez de espaços infantis públicos de qualidade na cidade e auxilie a administração municipal na conce pção de melhorias nos espaços pesquisados e na criação de novos espaços a partir das recomendações propostas.

 

Talita Rodrigues Pereira

Ingresso: 2015/2
Conclusão: 2017/2
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

O desenho das habitações populares e sua influência sobre a privacidade e conflitos de convivência dos moradores: casos dos residenciais Tocantins 1 e 2

Resumo: 
A construção de empreendimentos Habitacionais de Interesse Social vem sendo executada em todo o território brasileiro sem muita reflexão sobre como “a repetição dos tipos habitacionais” podem atender à cultura, ao arranjo familiar ou às necessidades de vidas bastantes diversas. Assim, a avaliação pós-ocupação (APO) tem sido amplamente discutida no Brasil como meio de se promover argumentação técnica e teórica, utilizando-se de instrumentos metodológicos para qualificação de edificações, não somente sobre os aspectos técnicos, mas também sob o olhar do usuário. Nesse sentido, a hipótese é que a diminuição dos espaços livres e edificados afeta negativamente a qualidade da privacidade e a qualidade das interações sociais em empreendimentos habitacionais de interesse social multifamiliar vertical (HIS-mv). Para tanto, esta pesquisa objetiva identificar e analisar, através do estudo dos Residenciais Tocantins 1 e 2, localizados no município de Uberlândia-MG, as circunstâncias em que o desenho do ambiente construído afeta a privacidade de seus moradores. Para apresentação desse estudo, a pesquisa se estrutura metodologicamente em cinco abordagens: i) discussão multidisciplinar acerca da conceito de privacidade; (ii) caracterização e contextualização do objeto de estudo e seus moradores; (iii) a metodologia utilizada na pesquisa, (iv)a aplicação e os resultados dos instrumentos de APO (análise técnica sobre peças gráficas, walkthrough, questionários e entrevistas) utilizados para avaliar a qualidade da privacidade intra- e extradomiciliar, e; (v) as considerações finais e seus rebatimentos das descobertas sobre recomendações para novas HIS-mv. Os resultados da pesquisa apresentaram, para os casos, que a qualidade da privacidade intradomiciliar está mais fortemente ligada ao grau de intimidade entre seus moradores, que propriamente ao desenho da habitação, enquanto a qualidade da privacidade extradomiciliar está relacionada com a carência de espaços para a recreação coletiva e a apropriação de elementos residuais da construção, que por sua vez, esse torna em um facilitador para o surgimento de conflitos de convivência. Por fim, esta pesquisa avança no campo da APO, sobre os procedimentos metodológicos para avaliar a qualidade da privacidade em HIS e traz novos parâmetros de projeto a serem considerados em futuros empreendimentos habitacionais de interesse social verticais, no intuito de se melhorar a qualidade da privacidade bem como melhorar as relações sociais com a nova vizinhança.

 


 

Alessiane Silva Justino

Ingresso: 2014/2    
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Beatriz Ribeiro Soares

Título:

A produção do espaço urbano e os Planos Diretores de Uberlândia (MG): um estudo do bairro Fundinho na ótica do Planejamento Estratégico

Resumo:
Esta pesquisa analisou a (re) produção e transformação do espaço e paisagem urbana no bairro Fundinho em Uberlândia, foram observadas as contribuições do Plano Diretor de 2006, na atual configuração sociespacial do bairro. Para se chegar ao resultado esperado à metodologia utilizada se baseou nos princípios do Planejamento Estratégico, com a apresentação de um diagnóstico, a elaboração de uma matriz FOFA e a proposição de dois cenários: inercial e desejado. Foi realizado um referencial bibliográfico acerca da produção do espaço urbano e sua relação com a cidade e memória, foi descrito também as propostas de intervenção urbana segundo os conceitos das autoras Vargas e Castilho. Em seguida foram expostos dois exemplos de cidades que utilizam em suas intervenções urbanas a metodologia do Planejamento Estratégico, sendo estas: Barcelona uma referência mundial e o caso brasileiro do Porto Maravilha no Rio de Janeiro. Após o desenvolvimento do referencial bibliográfico foi realizado uma caracterização do Fundinho, a partir do olhar voltado para o Planejamento Urbano, ou seja, em um primeiro momento foi realizado a caracterização histórica do surgimento do bairro, e em seguida as transformações ocorridas no espaço e na paisagem, a partir da implantação de diretrizes advindas dos planos urbanísticos de 1908 e 1954 e os planos diretores de 1994 e 2006. Como desdobramento do plano de 2006, foi apresentado as propostas do Projeto de Requalificação da Área Central e Fundinho. A partir das análises realizadas dos planos percebeu-se que poucas diretrizes foram implementadas para o Fundinho, as que realmente contribuíram foi à consolidação do bairro como a Zona Cultural do Fundinho e a proibição da verticalização no mesmo. Tendo em vista o resultado obtido a partir da análise das diretrizes do Plano Diretor de 2006, que não foram consolidadas em sua maioria, o capítulo três buscou a partir do planejamento estratégico propor um cenário desejado para o Fundinho, em um primeiro momento foram identificados os pontos fortes/fracos e as oportunidades/ameaças de cinco elementos da morfologia urbana (espaços livres, mobiliário urbano, edifício, mobilidade urbana, traçado), para que em seguida fosse desenvolvida a matriz FOFA, que norteou junto as entrevistas realizadas com os diversos atores do bairro a proposição do cenário desejado, que buscou principalmente dar prioridade nos deslocamentos do pedestre e uma integração e valorização dos diversos edifícios culturais e espaços livres (praças), que compõem o Fundinho.

 

Anaísa Filmiano Andrade Lopes

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Maria Eliza Alves Guerra

Título:

O Programa Cidade Sustentável, seus indicadores e metas: instrumentos metodológicos para avaliação da sustentabilidade no município de Prata/MG

Resumo:
Uma das questões preponderantes que vem sendo discutidas no ambiente acadêmico e governamental é a preocupação com a sustentabilidade em cidades, municípios e países, uma vez que, se acentuam problemas sociais, ambientais, políticos e também econômicos - incompatíveis com os conceitos estabelecidos pelo desenvolvimento sustentável. Com decorrência desta situação, os indicadores de sustentabilidade tais como: serviços de saneamento, segurança pública, educação, saúde, mobilidade e acessibilidade, dentre outros, tornaram-se ferramentas úteis para compreender os processos relacionados a este modelo de desenvolvimento, contribuindo para o planejamento e gestão de ações sustentáveis entre os atores correspondentes. Em suma, a presente pesquisa tem como objetivo geral analisar a sustentabilidade do município de Prata/MG tendo como referência os indicadores e as metas propostas pelo Guia de Gestão Pública Sustentável (GPS), desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentável (PCS), além de propor políticas públicas a partir dos indicadores identificados como críticos. Portanto, esta pesquisa se caracteriza como quali-quantitativa e está conduzida sob estudo de caso no município de Prata/MG. O procedimento metodológico pautou-se em técnicas de coleta de dados e informações a partir da documentação indireta e direta, posteriormente, realizou-se o método de cálculo proposto pelo GPS. Para auxílio das análises elaborou-se uma matriz FOFA, a qual apresenta quatro elementos fundamentais que podem ser agrupados em pares correspondendo aos aspectos positivos - forças e oportunidades; e aos aspectos negativos - fragilidades e ameaças. Por fim, realizou-se também uma análise comparativa entre os resultados obtidos por meio dos cálculos e a perspectiva da população local sobre o tema. Os resultados apontam que as forças se destacam no ambiente interno do município e que precisam ser mantidas, tais como: garantia de Unidades Básicas de Saúde para a população; variáveis meteorológicas satisfatórias; economia criativa a partir do reaproveitamento de garrafas Pets, sistema eficiente de gestão de resíduos e coleta seletiva, assim como extensão satisfatória de áreas verdes, áreas protegidas e reservas, diversidade cultural e participação de mulheres na administração municipal. Dentre os aspectos que necessitam de melhoras destacam-se: a insuficiência de leitos hospitalares para atender as necessidades da população; índices elevados de pessoas infectadas com dengue; insegurança pública e no trânsito; número elevado de notificações de trabalho infantil, calçadas inacessíveis para os pedestres, ausência de uma Estação de Tratamento de Esgoto, dentre outros, devendo os órgãos públicos em especial, concretizar ações para eliminar ou minimizar estes problemas. Pode-se concluir que a presente pesquisa permitiu analisar de forma integrada os indicadores de sustentabilidade no município de Prata/MG e verificar em que situação os mesmos se encontram perante as metas determinadas pelo GPS. Espera-se que este trabalho constitua-se como uma referência para outros estudos sobre a temática, contribua para a divulgação do Programa Cidades Sustentáveis e auxilie a administração municipal de Prata na concepção por melhorias a partir das políticas públicas propostas.

 

Anderson Ricardo dos Anjos

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

Onde repousa o berço das Gerais: reflexões e perspectivas acerca da preservação do patrimônio cultural em Matias Cardoso - MG

Resumo:
Este trabalho traz como objeto de estudo o município de Matias Cardoso, berço da colonização portuguesa em Minas Gerais e que possui grande importância história e cultural para o Norte de Minas. Apesar desta importância, a atual política de preservação do patrimônio cultural vigente no município, não tem garantido a preservação efetiva do seu único bem tombado - a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construção do final do século XVII, que conta com proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN - e não considera os demais bens patrimoniais que conformam uma riqueza cultural e natural de extrema importância para a afirmação da identidade, relevância e peculiaridade da região norte mineira no processo formador das Minas Gerais. A partir da compreensão da formação histórica e cultural do município, e ainda considerando os seus aspectos sociais, ambientais, territoriais e legais, procuraremos evidenciar a existência de outros elementos simbólicos em Matias Cardoso que compõem o seu patrimônio cultural e natural e que precisam ser reconhecidos e preservados. Para uma maior valorização do patrimônio cultural de Matias Cardoso, faz-se necessária a mudança na visão da gestão do patrimônio cultural do município, que amplie o atual modelo de preservação - vigente há mais de 60 anos - para um novo modelo de gestão patrimonial mais inclusivo. Para que isso possa ocorrer, estamos propondo uma nova abordagem patrimonial para o município, a partir do conceito de paisagem cultural. Esperamos demonstrar que esse novo modelo de gestão patrimonial, se aplicado a esse território, poderá trazer instrumentos de reconhecimento do valor cultural e natural de seus bens patrimoniais e que constituem um fato notável das relações do homem com o meio ambiente, que até então, no atual modelo de gestão adotado no município, assinala para a inexistência de mecanismos de proteção adequados.

 

Débora Cristina Araújo

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villla

Título:

A qualidade de vida na habitação social verticalizada a partir da avaliação pós-ocupação: o caso do conjunto habitacional Cidade Verde

Resumo:
A avaliação pós-ocupação (APO) de empreendimentos sociais tem sido amplamente discutida no Brasil, sendo essas pesquisas ligadas à avaliação da qualidade do projeto, dos materiais e do comportamento dos usuários nos espaços, entre outras questões. Entretanto, verifica-se ainda uma carência de pesquisas de APO que considerem a qualidade de vida como método de avaliação de conjuntos habitacionais. Nesse sentido, partindo-se da hipótese de que os empreendimentos habitacionais verticais não proporcionam qualidade de vida aos seus moradores, esta pesquisa objetivou desenvolver uma metodologia de APO da qualidade de vida dos moradores de habitações verticais sociais tomando-se por base três índices de qualidade de vida: o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, o IPS – Índice de Progresso Social e o IBEU - Índice de Bem-estar Urbano. Como piloto, avaliou-se o conjunto habitacional Cidade Verde, localizado em Uberlândia-MG. Metodologicamente, a pesquisa se estrutura em: i) abordagem a respeito do objeto, a habitação social verticalizada; ii) abordagem a respeito do usuário e os principais fatores que podem influenciar em sua qualidade de vida, considerando os indicadores IDH, IPS e IBEU; iii) definição de APO e descrição dos métodos empregados na pesquisa; e iv) descrição do estudo de caso, dos resultados do walkthrough, questionários e grupo focal, fichas de descobertas e recomendações. Os resultados da APO indicaram baixa qualidade de vida no empreendimento avaliado, e insatisfações relacionadas à baixa qualidade arquitetônica e construtiva, quanto aos espaços reduzidos e a compartimentação das unidades, a falta de equipamentos públicos no entorno, falta de privacidade, entre outras questões. Verificou-se, ainda, que o empreendimento se apresenta como um modelo repetidor das antigas propostas habitacionais brasileiras e que não apresenta avanços em relação ao atendimento das demandas contemporâneas dos moradores. Ademais, esta pesquisa aponta recomendações para futuros empreendimentos habitacionais sociais verticalizados para que se possa proporcionar maior qualidade de vida aos seus moradores.

 

Larissa Ribeiro Cunha

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marco Antônio de Andrade Pasqualini

Título: 

Arquitetura, contrastes e escalas: surgimento da capital moderna brasileira pelas lentes de Geraldo Vieira

Resumo:
Esta dissertação propõe-se a analisar e discutir o acervo inédito de fotografias sobre Brasília - concebido em sete expedições pelo fotógrafo mineiro Geraldo Vieira - desde a primeira missa até a inauguração da então nova capital do Brasil. Ainda, avaliar a importância de Geraldo Vieira por meio de sua trajetória fotográfica, principalmente no que tange à sua permanência na cidade de Araguari-MG, no Triângulo Mineiro, e a sua contribuição para a historiografia da mesma. Não obstante, apontar ainda a relevância de um acervo inédito de fotografias da capital Brasília - que é sinônimo máximo da aplicação dos princípios da Carta de Atenas em todo o mundo, a qual teve como contribuidor e redator final o arquiteto Le Corbusier - para a historiografia e documentação da Arquitetura Moderna Brasileira. Geraldo Vieira foi além de fotógrafo, um artista multifacetado, cujas habilidades se revelam tanto na área da fotografia quanto em outros aspectos de vida. Dessa maneira, seu legado foi capaz de influenciar não só nos modos de recepção de uma arquitetura moderna nascente, como também entusiasmar a maneira na qual as pessoas gostariam de ser vistas nas vitrines de seu estúdio, além da promoção de questões políticas debatidas em grupos sociais através da contribuição em publicações jornalísticas e exposições fotográficas. O resultado da pesquisa depreende a explanação da trajetória do artista para uma compreensão do seu envolvimento com o fotojornalismo, bem como a averiguação das suas peculiaridades enquanto um profissional fotográfico, para que se possa chegar de fato a uma investigação das composições fotográficas de Brasília, integrantes de seu acervo inédito. Uma importante diretriz a que este trabalho também se apoia - além do ineditismo da documentação fotográfica de Brasília - é na abordagem de um estudo que poderá contribuir e somar esforços e reflexões acerca da representação de Brasília, ao estabelecer o contraponto da análise de fotografias captadas por um fotógrafo afastado do eixo Rio de Janeiro - São Paulo, que foi atuante no interior do Estado de Minas Gerais.

 

Leandro Oliveira Silva

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

O comércio atacadista e a estruturação da periferia urbana de Uberlândia (MG) Área de concentração: Projeto, Espaço e Cultura

Resumo:
O presente trabalho consiste na análise dos processos espaciais engendrados pelos estabelecimentos atacadistas de autosserviço e atacarejos na malha urbana de Uberlândia, mais precisamente em áreas periféricas. O municipio de Uberlândia-MG desenvolveu-se tendo como uma de suas principais atividades econômicas o comércio e distribuição de mercadorias, assim, desde sua gênese uma série de infraestruturas, tais como: estação ferroviária, estradas e armazéns foram implantadas na cidade para dar suporte à realização destas atividades. A criação de empresas de capital local no ramo do comércio atacadista e das telecomunicações (a partir da década de 1950), consolidaram o caráter de cidade polo de Uberlândia. Consequentemente, empresas de outras modalidades do atacado passaram a se instalar na cidade, como os atacadistas de autosserviço e operadores logísticos, com uma vultosa ampliação e diversificação do ano de 2010 em diante. A partir de 2005 observou-se, também, a duplicação e recapeamento de rodovias, construção de alças de acesso, viadutos, trincheiras, além da conclusão de trechos do anel viário. Para o desenvolvimento da pesquisa foram realizados levantamentos bibliográficos, em websites e documentos oficiais, além de pesquisas de campo para registro fotográfico e levantamento de dados, por meio de fichas e questionários e, por fim, o tratamento estatístico e cartográfico dos dados coletados. A dissertação encontra-se dividida em quatro capítulos que abordam, respectivamente: aspectos teóricos e históricos do setor atacadista e do desenvolvimento das cidades; caracterização da área de estudo (Uberlândia-MG) e sua relação com o comércio e distribuição de mercadorias; a análise dos fluxos das áreas de influência de cada um dos atacadistas de autosserviço e sua relação com a estrutura configuracional da cidade; e, por fim, as alterações na morfologia e no uso e ocupação do solo no entorno dos atacadistas de autosserviço e as consequências na vida de relações da cidade e no cotidiano dos citadinos.

 

Michelle dos Santos Correa

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

O espaço livre público na habitação social em Araguari, Minas Gerais Área de concentração: Projeto, Espaço e Cultura

Resumo:
Esta pesquisa busca compreender o papel da legislação urbanística na produção do Sistema de Espaços Livres Públicos em conjuntos de Habitação de Interesse Social, produzidos na cidade de Araguari - Minas Gerais, entre os anos de 1965 e 2015, a fim de ampliar os conhecimentos acerca do complexo processo de formação e conformação de suas paisagens periféricas. Avaliou-se de que maneira os parâmetros projetuais definidos pela legislação urbanística, impactaram no desenho e nas condições de uso dos conjuntos de habitação social e de seu sistema espaços livres públicos, desde a proposta projetual até a realidade atual das implantações. Partiu-se da hipótese de que a não-obrigatoriedade de apresentação de um projeto paisagístico para a aprovação dos loteamentos de interesse social contribui significativamente para a falta de qualidade ambiental urbana que o sistema de espaços livres destes conjuntos apresenta, impactando diretamente na qualificação das paisagens periféricas da cidade. Observou-se, a partir da análise dos conjuntos habitacionais, pela ótica de seus espaços livres públicos, como a legislação urbanística vêm permitindo e consolidando um modelo habitacional cada vez mais reducionista, hostil e segregador.

 

Renata Aparecida Vaz Rodrigues

Ingresso: 2014/2
Conclusão: 2016/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza

Título:

Campus e cidade: uma análise dos impactos da universidade no espaço urbano

Resumo:
Esta pesquisa analisa os impactos e as transformações urbanas geradas pelo campus universitário do UNIPAM implantado na década de setenta na cidade média de Patos de Minas, em Minas Gerais. O campus universitário é considerado um componente urbano estratégico para desenvolver o potencial produtivo de uma cidade média. O objetivo central pretende analisar a influência da universidade na forma urbana do entorno do campus. Para isso, foram definidas dez categorias para analisar uma área de influência direta do campus do UNIPAM. As categorias de análise sistematizam os dados coletados e enfocam: sintaxe espacial, época de construção dos edifícios, taxa de ocupação, gabarito, função dos edifícios, relação entre o campus e a cidade, legislação, IDH- Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, Valor da terra e malha urbana. A discussão das categorias validou a proposição de que o campus é considerado um agente de transformações que impactam no espaço urbano, com o potencial de alterar os usos, a tipologia construtiva, a densidade de ocupação, o gabarito das edificações entre outros.

 


Adriane Silvério Neto

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marco Antônio de Andrade Pasqualini

Título:

INVENÇÕES DE ARQUITETURA: UMA ANÁLISE DE INSTANT CITY E ÉDEN COMO PROPOSTAS EXPERIMENTAIS ARQUITETÔNICAS

Resumo:
Este trabalho, investiga como a linguagem arquitetônica foi abordada nas tendências conceitualistas dos anos 1960, tendo como referência duas obras: Éden e Instant City, respectivamente de Hélio Oiticica e Archigram. Utiliza-se como fundamentação do tema, a teorização e aplicação dos textos de Umberto Eco - principalmente Estrutura Ausente - juntamente com outros escritos e teóricos que foram selecionados, pesquisados e agregados para o enriquecimento dessa pesquisa. Afim de compreender como se determina a proposição projetual e as estruturas arquitetônicas nessas obras aqui estudadas, pretende-se situar as inovações dessas produções em meio às mudanças que então se processavam, problematizando como elas abalaram pontos fundamentais na produção desse grupo de arquitetos ingleses e do artista brasileiro - especialmente no que se refere à relação entre percepção espacial, o papel do projeto para a representação de suas proposições e a linguagem arquitetônica para a arte e arquitetura pós-modernas. Para tanto, o projeto e o desenho serão abordados como tema de investigação, como linguagem arquitetônica, analisando os interesses de seus criadores. Em última análise, esta pesquisa pretende identificar padrões e procedimentos comuns e, de acordo com o possível, apontar como as representações de desenho e objetos arquitetônicos foram empregados. E ainda, sua importância para a arte e arquitetura. Atentando em apresentar uma diferença e uma proximidade de comportamento dos objetos de estudo adotados aqui: acreditamos que o ponto de convergência seria a interpretação da arquitetura fragmentada em objetos; e o ponto de divergência seria o valor atribuído ao projeto como proposição para Éden e Instant City.

 

Clayton França Carilli

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale

Título:

AS ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DO TRIÂNGULO MINEIRO E ALTO PARANAÍBA E SUAS INTERFACES: HISTÓRIA E CONSERVAÇÃO

Resumo:
A implantação da ferrovia, no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba/MG, auxiliou no desenvolvimento da região e na ligação com outros estados: São Paulo, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia transportava mercadorias e pessoas e para isso foram construídas várias estações, tanto no meio urbano quanto na zona rural e em alguns locais grandes complexos ferroviários. Vários foram os fatores que levaram à decadência e ao abandono desses bens: as políticas governamentais que privilegiaram os transportes rodoviários e a indústria automobilística; a subtituição da locomotiva a vapor por locomotivas elétricas e elétricas-diesel; a mudança de parte do traçado ferroviário, com a retirada da linha e a perda da função do edifício; extinção dos trens de passageiros, o que levou a estação a perder sua principal função: o transporte de pessoas. Na área em estudo, das estações aqui construídas 53% destes imóveis foram demolidos, e a maioria estão na zona rural dos municípios. Temos várias situações: estações em precário estado de conservação, a maioria na zona rural dos muncípios; estações que estão sendo utilizadas na zona urbana e rural, com novos usos; estações em funcionamento com a operação para o transporte de cargas e mercadorias. O objeto de estudo deste trabalho são as estações da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em Minas Gerais; no entanto, com um interesse particular sobre as estações que se encontram em uso, 21 exemplares, buscando verificar seus processos de conservação, seus agentes e seu papel na preservação da memória ferroviária. Para o desenvolvimento do trabalho, foram elaborados mapas, quadros e tabelas, visando o entendimento deste acervo, bem como a realização de visitas às estações que são tombadas e que estão sendo utilizadas com novos usos. Foram preenchidas as fichas de visitas de campo permitindo, assim, entender estes bens em uso. Observa-se que somente o tombamento, apesar de garantir a não demolição do bem, não auxilia no processo de utilização e conservação dessas estações, pois existem estações que, embora possuam esse grau de proteção, estão abandonadas e em péssimo estado de conservação. A utilização dessas estações, por uma concessionária, com a operação do transporte de cargas e mercadorias, também não garante a conservação desses imóveis, pois não são tratados como bens alvos de preservação, e a sua manutenção é ruim. Os usos pelas concessionárias são diversos, porém são poucas as estações que possuem espaços internos dedicados à memória ferroviária, o que não garante a preservação dessa memória; a maioria das estações em uso não tiveram projetos de conservação com a participação de arquitetos e especialistas, sendo que a maior preocupação, durante os processos de manutenção, está na preservação do exterior do edifício; a conservação dessas estações parte do interesse das prefeituras que conservam estes imóveis, e a maioria que está conservada encontra-se na área urbana dos municípios; o grande desafio é a definição dos usos para ocupação destes espaços, principalmente na zona rural, sendo que estes usos além de preservarem o edifício devem ser sustentáveis, no que se refere à valorização e gestão deste patrimônio.

 

Danielle Forlani Masini

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro

Título:

SOB A ÓTICA DO PROJETO: O ARQUITETO EDUARDO MENDES GUIMARÃES JÚNIOR E A REITORIA DA UFMG

Resumo:
Esta pesquisa aborda um estudo sobre as reflexões teóricas e projetuais do arquiteto moderno mineiro Eduardo Mendes Guimarães Junior. Arquiteto, professor, editorialista, diretor técnico de uma importante revista mineira e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Minas Gerais (IAB-MG), Guimarães demarcou sua presença na história da arquitetura mineira, através de uma discussão teórica presente em diversos textos publicados e na produção arquitetônica de importantes edifícios construídos na cidade de Belo Horizonte. Apesar de sua grande relevância no cenário arquitetônico belohorizontino nas décadas de 1950 e 1960, existem poucos estudos referenciados sobre o arquiteto, o que reforça a necessidade de um resgate dessa memória não tão distante. Portanto, o objetivo dessa dissertação é analisar a produção teórica e arquitetônica de Eduardo Mendes Guimarães Junior, analisando um de seus edifícios mais icônicos e de consistente maturidade projetual, a Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais, utilizando o seu próprio discurso. Para um melhor entendimento da importância dessa obra e de sua inserção na arquitetura moderna brasileira, outras duas obras de caráter semelhantes foram escolhidas para serem comparadas, o prédio da Escola de Engenharia de São Carlos, do arquiteto Hélio de Queiroz Duarte e do engenheiro Ernest Robert Carvalho Mange, e o prédio da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) de Jorge Machado Moreira.

 

Gabriel Barros Bordignon

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Luiz Carlos de Laurentiz

Título:

TERRITÓRIOS DISSIDENTES: ESPAÇOS DA LOUCURA NA CULTURA URBANA CONTEMPORÂNEA

Resumo:
A ideia de loucura se faz presente em nossa sociedade por meio da associação com o diferente, o não usual, impróprio; qualquer manifestação que não se encaixe nas normas sociais que nos parecem tão naturais. O pensamento a respeito da loucura variou muito na história de acordo com as modificações ocorrentes em cada sociedade e época. A loucura sempre teve seu espaço social na história da humanidade, assim como sempre teve seus espaços físicos. A associação entre arquitetura e loucura é, geralmente, representada pela figura emblemática do manicômio, ainda que tal tipologia esteja em processo de extinção em vários países, dentre eles, o Brasil. A loucura, no decorrer da história, já teve diversas formas de entendimento e, por consequência, também existiram vários espaços da loucura, em processo gradual de evolução até os dias atuais. Com o objetivo de se compreender o caráter mutante dos espaços da loucura, associados às transformações sociais, das ideias a respeito dos sujeitos chamados loucos e da própria história da arquitetura, a presente dissertação aborda, em um primeiro momento, os espaços da loucura antes da modernidade, onde se buscará mostrar os diferentes entendimentos a respeito da loucura, os espaços que tais ideias geravam e as transformações que os mesmos foram tendo nas diferentes épocas. Em um segundo momento, serão mostrados os espaços da loucura durante a modernidade, abordando como os avanços científicos e tecnológicos, as transformações sociais, econômicas e políticas influenciaram para a criação da tipologia arquitetônica do manicômio, que ainda é ícone imagético de um espaço da loucura. Em um terceiro momento, serão colocados alguns movimentos de Reforma Psiquiátrica pelo mundo, assim como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), equipamentos urbanos que são modelos nacionais de substituição à combatida tipologia manicomial, contrários ao cárcere e que buscam um retorno da loucura à vida comunitária, à convivência na sociedade e no espaço urbano. Por fim, serão apresentados dois estudos de caso, contemporâneos, brasileiros, que se evidenciam diante das diferenças com os modelos de atenção predominantes no país: o Grupo Trilhas AT de Uberlândia – MG, que tem a deriva situacionista como experiência terapêutica e leitura de cidade; e o Grupo TAMTAM de Santos – SP, com suas ações de inclusão em seu espaço construído a partir da arte, da cultura, da vida comunitária e, sobretudo, do teatro. Os objetos de estudo aprofundados no quarto capítulo são entendidos e denominados como experiências dissidentes, por se destacarem do modelo estabelecido no Brasil de atenção psicossocial; vistos, portanto, como relevantes referências no atual cenário da relação entre loucura, cidade e a cultura urbana contemporânea no país. Pretende-se fazer relações entre os espaços estudados em diferentes períodos, refletindo sobre o papel da arquitetura no processo de transformação do conceito de loucura. Apresentando-se diferentes momentos histórico-filosóficos, o trabalho pretende mostrar que a arquitetura, muito mais que uma espectadora silenciosa, é também agente no processo evolutivo da ideia de loucura e sua relação com as sociedades.

 

Guilherme Augusto Soares Motta

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Maria Eliza Alves Guerra

Título:

PENSAR, CONSTRUIR E VIVER A CIDADE. UBERLÂNDIA-MG: SETOR SUL

Resumo:
Esta dissertação analisa a cidade na contemporaneidade - especificamente o Setor Sul de Uberlândia, através das particularidades encontradas nas cidades médias, sua dispersão urbana, e busca diretrizes urbanísticas para melhoria da qualidade de vida da população. O título do trabalho, Pensar, Construir e Viver a cidade, reflete a estrutura do texto que subdivide a dissertação em seus três capítulos. Inicialmente, Pensar a Cidade compreende uma análise histórica da urbanização do seu território e sua evolução política e econômica, entendendo o processo de segregação sócio-espacial das classes de renda dentro do espaço intraurbano da cidade. Nestes termos, caracteriza-se a sociedade contemporânea, seus modos de vida e diversidade de perfis e a reconfiguração das centralidades através das novas formas de segregação. Busca-se definir conceitos de urbanidade, as relações com o processo de segregação e fragmentação do espaço urbano e ainda entender a influência do mercado imobiliário nas localizações dos empreendimentos. Construir a Cidade identifica a forma de atuação dos agentes públicos, privados e dos movimentos sociais na construção da cidade contemporânea e analisa alguns empreendimentos da região em estudo, a fim de compreender, através da morfologia urbana, a atuação do desenho urbano na construção da cidade contemporânea e a pertinência da legislação urbanística. Em Viver a Cidade, propõem-se diretrizes gerais para urbanização e desenho da cidade, de modo a gerar uma reflexão sobre formas de melhorar a qualidade de vida da população e dos espaços públicos. A abordagem desse trabalho resulta em uma proposta de diretrizes gerais para melhoria da qualidade de vida da população urbana, nos seus aspectos sociais, econômicos e urbanísticos, considerando que qualquer interferência efetiva na cidade contemporânea deve considerar a influência dos aspectos econômicos e sociais para as intervenções urbanísticas, a fim de efetivar projetos de desenho que possam se estabelecer de maneira efetiva nas cidades, alterando a cultura vigente de depreciação do papel do arquiteto e da improvisação regente nos processos de planejamento de nossas cidades.

 

Leonardo José Silveira

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

O CENTRO DA CIDADE E O COMÉRCIO: UM ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES TERCIÁRIAS NA CONFIGURAÇÃO ESPACIAL URBANA DE UBERABA - MG

Resumo:
As transformações da sociedade, através do tempo e espaço, juntamente com as mudanças de valores e padrões de consumo repercutem no espaço terciário que se recria e materializa em novos conceitos e costumes. Com base dessa premissa, este trabalho oferece uma contribuição a gestores públicos e planejadores urbanos, por informar das dinâmicas do terciário, ao descrever elementos e processos intrínsecos às atividades comerciais e de serviços varejistas e suas relações com a cidade. Para tanto, buscou-se compreender a atuação do setor terciário na configuração espacial atual do Centro de Uberaba – MG, respondendo ao seguinte problema: em que medida a configuração espacial do centro da cidade é influenciada pelas dinâmicas do comércio e serviços varejistas? Há Três hipóteses a serem consideradas: primeiro, comércio e serviços varejistas são agentes promotores de transformações espaciais; segundo, atuam passivamente respondendo a determinada conjuntura e por último, comercio e serviços varejistas tanto são agentes transformadores quanto estão sujeitos a intervenções externas. Acredita-se que o comércio influi, bem como é formatado pela dinâmica espacial, afirmação que é discutida no desenvolvimento deste trabalho. A pesquisa utilizou de estratégias de investigação e análise divididas em etapas compreendendo: coleta de dados; análise para correlacionar as informações teóricas e dados coletados a campo; confrontação e correlação das informações e, por último, conclusão. Os resultados obtidos anunciam a importância do terciário como agente produtor e transformador da paisagem de Uberaba, em um processo contínuo e cíclico da dinâmica socioeconômica formadora de centralidades intraurbanas.

 

Luciana Mendes de Carvalho Petraglia

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Fernando Garrefa

Título:

O SENTIDO DA CAMINHADA: UMA ANÁLISE SOBRE OS ASPECTOS FÍSICOS E SENSORIAIS DAS CALÇADAS DO CENTRO DE UBERLÂNDIA

Resumo:
Esta pesquisa investigou a qualidade das calçadas sob a ótica do usuário avaliando os aspectos físicos e sensoriais (ou perceptivos) da trajetória. O principal objetivo foi compreender quais atributos são responsáveis pela qualidade da trajetória do pedestre. Para esta análise foi utilizada uma metodologia com multi-métodos e técnicas de avaliação dividas em dois pilares: os aspectos físicos e os aspectos perceptivos. Foram utilizados métodos quantitativos para avaliação dos aspectos físicos e os métodos qualitativos para avaliação perceptiva. A metodologia foi baseada na ótica do usuário partindo dos quatro planos de perspectiva definidas no Sidewalk Room como plano da pista de rolamento, plano do teto, plano do piso e plano da fachada. Com intuito de avaliar a qualidade destes planos foram aplicadas as técnicas de Avaliação Pós Ocupação. Para os aspectos físicos foi utilizado o levantamento de dados e para os aspectos perceptivos foram escolhidas as técnicas de entrevistas, mapa comportamental, nuvem de palavras e grupo focal. Os dados obtidos apontam problemas em relação ao conforto físico, sonoro e térmico na trajetória. Embora haja um passo inicial em relação à questão da acessibilidade, sua execução não é adequada. Os resultados apontam que os planos interferem entre si na qualidade da trajetória. Em fachadas (plano fachada) cujas lojas são mais integradas às calçadas (plano piso), afetando diretamente o fluxo de pedestres. As entrevistas, grupos focais e mapas comportamentais, confirmam os dados dos levantamentos físicos, onde os resultados mostram dados de insatisfação dos entrevistados em relação à qualidade, e manifestam um grande interesse dos usuários desta pesquisa pelas vitrines, lojas e pela principal praça do centro de Uberlândia: a praça Tubal Vilela. Os resultados indicam que, apesar do fluxo intenso de pessoas, a qualidade das calçadas vista sob a ótica do usuário através de seus quatro planos ainda demanda cuidados a atenção por parte do poder público.

 

Muriel Costa de Moura

Ingresso: 2013/2
Conclusão: Em andamento
Linha de Pesquisa: Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação
Orientador(a): Maria Beatriz Camargo Cappello

Título:

TUPACIGUARA em imagens: o despertar de uma cidade para a modernidade

Resumo:
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Nayara Cristina Rosa Amorim

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Glauco de Paula Cocozza

Título:

O SISTEMA DE ESPAÇOS LIVRES NA FORMA URBANA DE PATOS DE MINAS

Resumo:
A pesquisa analisa a configuração do Sistema de Espaços Livres na forma urbana de Patos de Minas, uma cidade de médio porte no interior do estado de Minas Gerais. O espaço livre é caracterizado como todo espaço livre de edificação e é um dos principais elementos morfológicos, capazes de contribuir com a conservação e valorização da paisagem, estruturar a forma urbana e conferir identidade às cidades. O espaço livre é um dos principais caracterizadores das diferentes paisagens urbanas presentes na cidade. A partir do estudo da configuração ecológica, espacial, fundiária e tipológica desses espaços, busca-se o entendimento de que todos, cada um com suas características e funções, estão interligados de maneira sistêmica, estruturando as funções ambientais, sociais, culturais e de paisagem presentes na dinâmica urbana. Essa abordagem permite elaborar uma visão sistêmica da estrutura urbana, na qual se observa, não apenas os conjuntos de espaços livres, mas também suas interações e articulações com o edificado, com a sociedade, com o suporte físico e com a forma urbana.

 

Rafaela Nunes Mendonça

Ingresso: 2013/2
Conclusão: 2015/1
Linha de Pesquisa: Produção do espaço: processos urbanos projeto e tecnologia
Orientador(a): Simone Barbosa Villa

Título:

APARTAMENTOS MÍNIMOS CONTEMPORÂNEOS: ANÁLISES E REFLEXÕES PARA OBTENÇÃO DE SUA QUALIDADE

Resumo:
O fenômeno da minimização das residências, especialmente dos apartamentos, é perceptível e não se restringe apenas à moradia de baixa renda, podendo ser visto até mesmo em imóveis com valores mais altos. Um problema comum, na maioria desses domicílios, é a maneira insatisfatória e inadequada com que respondem aos modos de morar contemporâneos. Os objetivos dessa pesquisa foram analisar as inadequações geradas pela minimização dos apartamentos contemporâneos, seus efeitos sobre os modos de morar, apresentar recomendações que norteiem a melhoria da qualidade funcional destes espaços, através de uma relação mais intensa entre o design e a arquitetura. Empreendimentos lançados na cidade de Uberlândia-MG, entre os anos de 2010 e 2015, destinados à classe média a partir de critérios préestabelecidos foram adotados como objetos de estudo. As análises centraram-se também no mobiliário e equipamentos essenciais à dinâmica doméstica destes apartamentos, disponíveis em lojas de varejo e departamento presentes na cidade, contudo, de abrangência nacional. A minimização, agravada por condicionantes físicos, construtivos e funcionais do edifício, inviabilizam as dimensões físicas e de uso dos equipamentos e do mobiliário que compõe o arranjo da habitação. A restrição sobre os modos de morar ocorrem na medida em que inviabilizam e tornam negativas as sobreposições de atividades, assim como, desconsideram as variações de perfis de moradores e suas necessidades de adaptação e apropriação no decorrer do tempo. Soluções foram indicadas para atender o conceito de uso, flexibilidade, adequação, apropriação, privacidade e ergonomia. A organização do espaço, parte do conhecimento sobre o mobiliário e equipamentos necessários à dinâmica doméstica e esses, por sua vez, devem ser projetados com vistas à modularidade e adaptabilidade. As análises desenvolvidas frente cada conceito, identificaram e evidenciaram os principais problemas de incompatibilidade e inadequação, resultando em recomendações para atender ao uso, flexibilidade, adequação, apropriação, privacidade e ergonomia. Concluímos que ações de design, visando estratégias de modularidade e adaptabilidade para os móveis e equipamentos, são colaboradoras para que a habitação torne-se coerente ao seu destino, estabelecendo relação saudável entre lar e morador.